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23 de jun. de 2012

The History of the Universe in 10 Minutes.....

A brief history of the universe, from the big bang to the origin of mankind. 

2 de nov. de 2011

aspergillus fumigatus botrytis mucor trichoderma cladosporium

12 de ago. de 2011

Um predador de sucesso....

Loom from Polynoid on Vimeo.

1 de mai. de 2011

O que temos a aprender com as plantas?...


7 de mar. de 2011

O AÇÚCAR DA PRIMEIRA FLOR...



Crónica publicada no "O Despertar".

Os cristais de açúcar espalhados sobre a mesa, ali lançados por um distraído gesto adocicante, são iluminados pela luz da tarde. A refracção e reflexão dos raios solares que os atravessam emprestam mais cor à visão da natureza em vésperas primaveris. Um insecto, voo inebriado de néctar colhido numa das primeiras flores, poisa no pires e não resiste em completar a sua recolha com umas moles de açúcar.

Com o aumento da luminosidade diária, as plantas recuperam outros ritmos metabólicos. Suavizados os rigores invernais, o fluxo de nutrientes aumenta entre as raízes e os ramos nus. Aqui e acolá, brotam folhas incipientes em resposta ao aumento da exposição solar, futuras e eficientes centrais de síntese orgânica que, a partir da energia da radiação electromagnética na gama da luz visível, reorganizam as ligações entre átomos de carbono (C), oxigénio (O) e hidrogénio (H) provenientes do dióxido de carbono (CO2) e da água (H2O), no processo conhecido por fotossíntese.

Os produtos, hidratos de carbono com a formula química empírica (CH2O)n – n maior do que três –, são das biomoléculas mais abundantes na natureza. Possuem diversas funções nos seres vivos sendo a função energética através da oxidação da glicose talvez a mais conhecida.

Alguns açúcares armazenados nas raízes das plantas impedem que estas gelem no solo sob o rigor invernal. São anticongelantes naturais. Garantem deste modo que a planta, árvore, sobreviva para além do frio.

Os carbohidratos, outra designação pela qual são conhecidos, são peças de construção de várias estruturas como seja a parede celular de bactérias, fungos e células vegetais. A celulose, uma matrix dos tecidos vegetais, é um polímero natural de glicose.

Carbohidratos como a desoxirribose e a ribose são blocos estruturantes da helicoidade dos ácidos genéticos (ADN, ARN).

Associados a proteínas (glicoproteínas) os hidratos de carbono funcionalizam diversas tarefas de sinalização intra e extracelular. Muitas hormonas animais (e.g., TSH) são por elas formadas.

Diversas glicoproteinas determinam, na superfície dos glóbulos vermelhos, os diferentes grupos sanguíneos. Aliás, é o elevado número de combinações diferentes que proporcionam, que marca, com identificação própria, as incontáveis células que nos constituem, assim como especificam a nossa identidade única. De facto, a nossa identidade e compatibilidade imunitária inter-indivíduo é muito determinada pela variabilidade glicoproteica.

Sendo parte constituinte da “cola celular” extracelular que mantém as células na apropriada arquitectura tecidular, outras costuras entre carbohidratos e proteínas participam na lubrificação das articulações esqueléticas, permitindo assim a mobilidade articulada que nos alavanca o caminhar de flor em flor, para nos inspirarmos com os seus perfumes e aromas. Estes, constituídos por diversos compostos aromáticos e voláteis, são detectados olfativamente por “antenas moleculares” que contem açúcares na sua composição!

E o pólen, publicitado pelas flores das plantas angiospérmicas, mas anterior a estas, com pelo menos 300 milhões de anos de evolução e adaptação aos desafios da comunicação intra e inter-espécies, transportador de informação ecológica para além da informação genética reprodutiva (masculina!), é constituído maioritariamente por hidratos de carbono com múltiplas funções.

São astronómicas moles de açúcares nos estames da primeira flor.

TEXTO DE :ANTÓNIO PIEDADE

5 de fev. de 2011

A QUÍMICA DO ORANGOTANGO....



Crónica publicada no "Diário de Coimbra":

O genoma do orangotango foi agora publicado na revista Nature, e apresenta cerca de 3% de diferença com o nosso. Mas a química do orangotango não é diferente da nossa.

Muito pelo contrário, partilhamos com este primata, assim como com todas as espécies vivas, muitas coisas em comum. Tanto o comum à vida como as diferenças na base da biodiversidade estão inscritas em longas sequências de quatro de moléculas (guanina, adenina, timina e citosina) integrantes do biopolímero que vulgarmente designamos por DNA (ácido desoxirribonucleico). É a diferente sequência daquelas moléculas alinhadas na dupla hélice de DNA que funcionaliza a mensagem química dos genes.

Em que é que diferem aquelas quatro moléculas? Diferem em arranjos e proporções diferentes de átomos de carbono, oxigénio, nitrogénio e hidrogénio. As diferenças nas vizinhanças químicas locais na dupla hélice de DNA expressam genes diferentes, que por sua vez corporizam instruções para proteínas com funções diferenciadas e específicas. O resultado global é uma espécie de organismo diferente. Um braço peludo mais comprido, uma posição bípede mais vertical, etc.

Recorde-se, a propósito do presente Ano Internacional da Química, que se deve muito à Química (mas também à Física, à Matemática e à Biologia, entre outras disciplinas) o conhecimento que está na base da genética molecular e que permite hoje, de forma multidisciplinar, a sequenciação genómica. Vejamos, de forma breve, porquê.

Como se disse, o genoma é constituído por longas moléculas de DNA. Este foi descoberto em 1869 pelo químico alemão Johann Friedrich Miescher (1844 – 1895) no núcleo de glóbulos brancos. Miescher escolheu estas células por serem relativamente grandes e também por possuírem núcleos grandes. Esta descoberta não permitiu associar de imediato o DNA à “molécula da hereditariedade”. De facto, foram necessários cerca de mais 80 anos para que se confirmasse que são os ácidos nucleicos os componentes estruturais e funcionais dos genes. Durante todo este tempo muitos cientistas defenderam que eram as proteínas, e não os ácidos nucleicos, as moléculas de que os genes eram feitos. Parecia estranho toda a diversidade da vida poder ser codificada pela monótona constituição molecular do DNA, pelo que a genética deveria ser escrita com a maior diversidade apresentada pelas proteínas.

Duas experiências foram determinantes para esclarecer a comunidade científica sobre a "molécula dos genes".

Em 1944, o médico e bioquímico Oswald Avery (1877 – 1955) e seus colaboradores demonstraram que só o DNA (o “princípio transformador” como lhe chamaram), era “capaz” de “transformar” estirpes diferentes da bactéria pneumococo (R e S) umas nas outras.

Em 1952, o trabalho do microbiologista Alfred Hershey (1908 -1997) e da geneticista Martha Chase (1927 – 2003) colocou um ponto final e abriu um novo capítulo à genética molecular com a experiência de transferência de DNA viral (do bacteriófago T2) para bactérias, na qual ficou claramente demonstrada que era o DNA e não as proteínas a argamassa genética da vida.

Martha Chase

Em 1953, o biólogo James Watson e os físicos Francis Crick, Maurice Wilkinson e Rosalind Franklin, através dos estudos por difracção de raios X de cristais de sais de DNA, recolheram a informação física e química necessária para propor a estrutura tridimensional em dupla fita helicoidal do DNA. Note-se que esta descoberta resultou de um trabalho fundamentalmente de física e química. Diríamos hoje de biofísica e bioquímica.


Rosalind Franklin

Neste ano também dedicado às mulheres na química é de realçar nesta história que tanto Martha Chase como Rosalind Franklin não foram galardoadas com o prémio Nobel, enquanto os seus colaboradores directos o foram pelas mesmas descobertas.
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18 de dez. de 2010

Os ingredientes do seu corpo....

Carbono - 23% - 16 quilos

O que é a vida? O efeito colateral de uma propriedade dos átomos de carbono. Eles se juntam naturalmente em cadeias grandes e complexas. E seu corpo, em última instância, é uma dessas cadeias. Se o DNA fosse uma árvore, o carbono formaria os galhos. E esses galhos vemos na forma de músculos, pele, cabelos...

Cálcio - 1,4% - 1 quilo
Não é só de dentes e ossos que se faz o cálcio no corpo humano. Ok, 99% é. O minério mais abundante do organismo (e das salas de aula, já que giz é cálcio puro) tem outras funções tão importantes quanto: sem ele, o sangue não coagularia e não conseguiríamos mover os músculos.

Fósforo - 0,83% - 580 gramas
No nosso corpo, o fósforo está longe de causar explosões. O que ele faz é armazenar e transportar energia dentro das células (e entre elas). Mesmo assim, só 20% do fósforo do organismo está nas células e no fluido em que elas boiam. Os outros 80% combinam-se com o cálcio para formar ossos e dentes.

Nitrogênio - 2,6% - 2,22 litros
O nitrogênio se junta com carbono para formar o ácido nucleico, coisa que você conhece como DNA, a supermolécula que organiza todos os ingredientes destas páginas na forma de uma estrutura bem especial, capaz de criar cópias de si mesma, se reproduzir. Em outras palavras, uma estrutura viva.

Água - 55% - 38,5 litros
Sem água não há vida porque é boiando na água que as moléculas do corpo se encontram e reagem quimicamente - a transformação de ar em energia via respiração é uma dessas reações. E claro: os 6 litros de sangue correndo aí para transportar nutrientes são 92% água (quase uma Coca-Cola, que é 95%).

Enxofre - 0,2% - 140 Gramas
O enxofre não deve ser subestimado e reduzido a um gás fedorento - pelo menos não quando está no organismo. Aqui ele não aparece na forma gasosa, mas sempre ligado a outros átomos. E compõe proteínas como a insulina, que transporta a glicose do sangue para servir de combustível às células.

Cloro e sódio - 0,27% - 195 Gramas
Juntos, o cloro e o sódio formam o sal aí da foto. Mas no corpo eles trabalham separados. São como válvulas: não deixam faltar nem sobrar água nos tecidos do organismo. O sódio também é uma das peças envolvidas na contração muscular - para isso ele atua com o elemento aqui embaixo.

Potássio - 0,2% - 140 Gramas
Quando o sistema nervoso envia um sinal para que um músculo seja contraído, começa um movimento dentro das células: o potássio sai e o sódio entra. Essa troca da guarda gera o movimento. Por isso, a deficiência (ou o excesso) de potássio pode causar paralisia.

Metais - 0,009% - 6 Gramas
Ferro, zinco, cobre... Você também é feito de metal. O corpo usa 7 deles para funcionar. Ferro é o mais abundante (4,2 g): ele se junta com proteínas para formar nossos glóbulos vermelhos, os veículos que transportam oxigênio pelo corpo. O zinco, 2º mais presente (2 g), entra na receita dos glóbulos brancos, os soldados do sistema imunológico.


*Esse é o peso que o carbono representa em um adulto de 70 quilos. O mesmo vale para as quantidades dos outros elementos.

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26 de out. de 2010

O livro 'Extreme Insects'....


O livro 'Extreme Insects', de Richard Jones, traz dados e fotos de 150 das mais engenhosas criaturas da natureza. Entre elas, está a lagarta da mariposa 'Stauropus fagi', que parece uma lagosta e é considerada o inseto mais feio do mundo. Foto: NPL

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26 de set. de 2010

VIDA EM MARTE?

Estudo reavalia indícios de sonda e diz que pode haver vida em Marte

Apesar de animados, os pesquisadores afirmam que é muito cedo para concluir que tenha existido vida em Marte

Sondas Viking exploraram o solo de Marte em 1976

Cientistas mexicanos fizeram um estudo que contesta conclusões sobre a falta de vida em Marte tiradas com base em coletas feitas no planeta por uma sonda da Nasa em 1976.

A noção de que o planeta vermelho seria estéril tinha sido reforçada após a missão da sonda Viking, que coletou e examinou amostras do solo de Marte, sem encontrar evidências da existência de moléculas ricas em carbono ou de vida no planeta.

Mas os cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México, da Cidade do México, afirmam que as substâncias que poderiam comprovar a chance de que poderia haver vida no planeta tinham sido destruídas no local da coleta quando a sonda pousou no planeta.

Reavaliação

Os cientistas resolveram reavaliar a questão sobre presença de moléculas orgânicas ricas em carbono em Marte após o envio de outra sonda ao planeta, em 2008.

A sonda Phoenix Mars Lander registrou a presença da substância química perclorato, que contém cloro, na região "ártica" do planeta.

Por causa dessa descoberta, os cientistas resolveram fazer uma experiência para reproduzir as condições do pouso da sonda Viking em Marte com o conhecimento de que haveria perclorato no solo.

A equipe de cientistas foi ao deserto de Atacama, no Chile, onde as circunstâncias seriam similares às de Marte.

Após adicionar perclorato ao solo e aquecê-lo, os cientistas descobriram que os gases produzidos eram dióxido de carbono e traços de clorometano e diclorometano - os mesmos gases liberados por reações químicas após as sondas Viking terem aquecido o solo de Marte mais de três décadas atrás.

Eles também descobriram que as reações químicas destruíram todos os componentes orgânicos no solo.

"Nossos resultados indicam que não apenas (substâncias) orgânicas, mas também perclorato, podem ter estado presentes no solo nos dois locais onde as (sondas) Viking pousaram", diz o autor principal do estudo, Rafael Navarro-González.

Cedo para comemorar

Apesar de animados pela descoberta, os pesquisadores afirmam que é muito cedo para concluir que tenha existido vida em Marte.

"Isso nada diz em relação à questão da existência ou não de vida em Marte, mas pode fazer uma grande diferença em como procuramos evidências para responder a essa pergunta", diz Chris McKay, do Ames Research Center da Nasa, na Califórnia.

McKay explicou que substâncias orgânicas podem vir de fontes biológicas ou não biológicas - muitos meteoritos que caíram na Terra possuem matéria orgânica.

O perclorato, um íon de cloro e oxigênio, pode ter estado presente em Marte por bilhões de anos e ter se manifestado apenas quando aquecido, destruindo todas as substâncias orgânicas presentes no solo.

Quando cientistas examinaram originalmente as informações das sondas Viking, eles interpretaram os compostos orgânicos que continham cloro como contaminantes dos fluidos de limpeza levados na nave.

Ainda não está claro se as moléculas orgânicas são naturais de Marte ou se chegaram ao planeta por meio de meteoritos.

Descobrir isto é um dos objetivos das próximas missões para Marte. A Nasa planeja dar início em 2011 à sua missão Mars Science Laboratory (MSL), com o veículo espacial Curiosity projetado para procurar material orgânico no planeta.

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22 de set. de 2010

Um saco de água pode espantar moscas?...

Um saco de água pode espantar moscas?

Talvez você já tenha ido a um restaurante e visto sacos contendo água límpida pendurados nas portas ou em áreas externas. Para que será que eles servem? Controlar a temperatura? Economizar dinheiro com a compra de garrafas para água?

Embora qualquer efeito quanto à temperatura seja apenas acidental, os sacos de água têm por objetivo afastar insetos. As pessoas penduram esses sacos do lado de fora de suas casas, empresas e até celeiros para espantar moscas.


Mosca
©iStockphoto.com
Será que os sacos de água realmente nos protegem contra as moscas?

Há diversas variações do saco de água. Alguns dos defensores do método insistem em que os sacos precisam conter raspas de papel-alumínio, ou uma moeda de um centavo. Um par de sites na Web oferece até variações comerciais da ideia, com sacos de água especialmente produzidos para uso como repelente.

As moscas passam muito tempo zumbindo em torno de paraísos de germes como cestos de lixo, carcaças e fezes animais. Depois, carregadas de germes, elas voam em torno do sanduíche que alguém vai comer - é natural querer mantê-las longe. Afinal, elas não são apenas irritantes: são portadoras de doenças.

Mas como o saco de água ajuda? Funciona mesmo? Especialistas e amadores estão divididos quanto à questão. Nas duas próximas páginas estudaremos os dois lados da história.
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21 de set. de 2010

MONSTROS DAS PROFUNDEZAS...

Você acha que conhece o nosso planeta muito bem? Saiba que há um motivo para o ditado popular que diz que conhecemos “melhor a Lua do que as profundezas dos oceanos”. Você sabia que exploramos menos de 5% dos nossos mares? Conheça algumas das criaturas mais misteriosas (e feiosas) que encontramos e imagine o que mais deve existir sob as águas:

Ainda comparando o espaço com o fundo do mar, você sabia que o homem sem nenhuma proteção, pode sobreviver por dois minutos se lançado no espaço? Mas ele sobrevive apenas pouco segundos se for jogado nas profundezas do mar, por causa da enorme pressão do oceano.

E há mais luz no lado escuro da Lua do que nas profundezas do oceano. Mas, mesmo sob essa escuridão e sob essa pressão literalmente esmagadora, há muita vida. Auguste Piccard foi o primeiro aventureiro que, em 1960, fez uma viagem a essas profundezas e descobriu alguns peixes. Os bichos a seguir vivem a uma profundidade maior do que cinco quilômetros:

A luz é tão rara que a bioluminescência desenvolvida pelas criaturas dos abismos serve como chamariz, tanto na hora da caça como na hora do acasalamento. Qualquer bichinho que se interesse por uma “estrela submarina” irá acabar virando o jantar de peixes como o “Peixe Dragão”, o Grammatostomias flagelibarba.

Há outros peixes que usam o mesmo truque:

Outro peixe feioso, o Bathysaurus, conhecido como peixe lagarto das profundezas, tem meio metro de comprimento e abocanha suas presas sem pensar duas vezes.

Outro concorrente no prêmio de peixe mais estranho é o “olho de barril” – seu crânio é transparente e ele pode olhar através dele para enxergar a um ângulo maior.

Esse pepino do mar, o Enyphastes, também é transparente e foi encontrado no Golfo do México a uma profundidade de 2,7 km.

A Esponja “Árvore Ping-Pong” é da família das esponjas carnívoras e é muito grande – com pelo menos meio metro de altura.

E o que você acha de ver uma barata do tamanho do seu cachorro ou gato? Pois algo assim existe nas profundezas:

Outras criaturas enormes e gigantes são as Aranhas-caranguejo Japonesas que possuem 3,6 metros de “largura”.

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18 de ago. de 2010

Superpênis de lula....

Lula com pênis ereto

O macho da espécie O. ingens com o pênis ereto (a estrutura tubular branca na parte de baixo da foto)

Cientistas britânicos revelaram pela primeira vez detalhes da vida reprodutiva de lulas que vivem no fundo do mar depois da descoberta de uma lula macho com um pênis ereto quase do tamanho do corpo do animal.

Segundo um artigo publicado na revista especializada Journal of Molluscan Studies, os cientistas descobriram que o órgão injeta pequenos “pacotes” de espermatozoides no corpo da fêmea.

O biólogo marinho e especialista em peixes de águas profundas Alexander Arkhipikin, do departamento de pesca do governo das Ilhas Malvinas, disse que o animal foi capturado durante um cruzeiro de pesquisa.

“A lula adulta foi recolhida durante um cruzeiro de pesquisa em uma área da Patagônia. Tiramos o animal da rede, ele estava moribundo, com braços e tentáculos ainda se movendo, e cromatóforos na pele se contraindo e expandindo”, disse ele à BBC.

Lula O. ingens

A lula da espécie O. ingens vive no fundo do mar

“Quando abrimos o manto da lula para avaliar sua idade, testemunhamos um fato incomum.”

“O pênis da lula, que havia se estendido apenas um pouco além da margem do manto, de repente se tornou ereto e se alongou rapidamente até um total de 67 centímetros, quase o mesmo tamanho do animal.”

A agitação sexual do molusco pegou os cientistas de surpresa, mas sua ocorrência ajudou a resolver o mistério de como as lulas se reproduzem no fundo do mar.

Reprodução

Os biólogos possuem mais conhecimento sobre como os cefalópodes de águas rasas se reproduzem - o grupo inclui polvos, alguns tipos de lula e a sépia.

A parte mais característica do corpo dos cefalópodes é a estrutura fechada parecida com um capuz chamada de manto, que forma a maior parte do que parece ser o corpo e a cabeça dos animais.

Eles usam o manto para se mover por um mecanismo de propulsão e precisam ventilá-lo para respirar. O manto ainda protege e esconde seu sistema de excreção e os órgãos sexuais.

Sua forma física, no entanto, representa um desafio para os cefalópodes machos: como transportar o sêmen para fora do manto e como mante-lo dentro da cavidade das fêmeas, tendo em vista a movimentação de água dentro do manto para que elas possam se mover e respirar?

Os cefalópodes de água rasa desenvolveram um braço especial para fazer o serviço. Eles têm pênis curtos, que produzem os “pacotes” de espermatozoides – chamados espermatóforos – e um de seus oito braços é modificado para transferi-lo para o receptáculo especial da fêmea.

Lula macho da espécie O. ingens

A lula macho com o pênis em posição de "descanso"

Esses receptáculos normalmente são localizados na pele, ou na cavidade interna da fêmea.

Sabia-se que as lulas de água profunda usavam um método mais primitivo, que envolvia, de alguma forma, a transferência dos espermatozoides para o corpo da fêmea.

Mas os biólogos não tinham ideia de como esse processo era realizado, já que as lulas de água profunda não têm braços modificados.

“A gente tinha apenas suspeitas de como isso poderia ocorrer em águas profundas”, disse Arkhipkin. Até hoje, acreditava-se que elas lançavam os espermatóforos à distância, para que alcançassem as fêmeas.

Mas a pesca da lula da espécie Onykia ingens revelou a resposta.

“Obviamente, um pênis fortemente alongado é a solução”, disse o biólogo.

Com o órgão, a lula macho chega até o corpo da fêmea e injeta os espermatozoides diretamente, para evitar que ele seja levado pela água.

Os cientistas, no entanto, ainda não sabem como esse espermatozoide chega até o órgão reprodutor da fêmea.

Até hoje, pouquíssimos espécimes de lulas gigantes (Architeuthis dux), ou de seu parente ainda maior, a lula colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni), foram vistos ou recolhidos do mar.

Para Arkhipkin, é provável que estas se reproduzam de forma semelhante à lula capturada.

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21 de jul. de 2010

Curso de Extensão do INCT – Fluidos Complexos...


Esta semana estou fazendo este curso:FLUIDOS COMPLEXOS NO ENSINO MÉDIO: PROPRIEDADES E APLICAÇÕES EM FÍSICA, QUÍMICA E BIOLOGIA
Objetivos:
Pretende-se complementar a formação dos professores do ensino médio, ampliando e aprimorando seus conhecimentos e melhorando sua capacitaçãoem áreas interdisciplinares. Nesse curso, serão focalizados os estados da matéria que não são nem sólidos, nem líquidos, mas algo entre estes estados condensados, como, por exemplo, os cristais líquidos utilizados nos mostradores e dispositivos eletrônicos e também materiais conhecidos como matéria mole: gelatinas, bolhas de sabão, espumas, maionese, emulsões, presentes também em alimentos, objetos de higiene pessoal e na própria existência de vida e nos fluidos do corpo humano. Sem a matéria mole não haveria vida. Estes materiais, além de envolverem aspectos da chamada Física Moderna, envolvem também alguns aspectos da Química e da Biologia, de forma integrada. Assim, o curso integra conceitos de Física, Química e Biologia no estudo de materiais do cotidiano. Satisfaz três importantes princípios norteadores introduzidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM): o princípio da interdisciplinaridade, o princípio da contextualização e o princípio do ensino fundado em conteúdos e competências de maneira unificada. São tratados assuntos contemporâneos e o conteúdo multidisciplinar do curso visa à integração do conhecimento, que é o grande desafio da realidade atual. Embora dirigido ao Ensino Médio e a interconexões entre os conteúdos das disciplinas das Ciências da Natureza (física, química e biologia) e de Matemática (que é a linguagem básica dessas ciências), também é de muito interesse para Professores de Ciências do Ensino Fundamental – nível II, pois dá subsídios à alfabetização científico-tecnológica.
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18 de jul. de 2010

The Story of Bottled Water....

The Story of Bottled Water (Português) from Guilherme Machado on Vimeo.

8 de jul. de 2010

SACOLA PLÁSTICA.....



8 de jun. de 2010

NINA JABLONSKI: QUEBRA A ILUSÃO DA COR DA PELE....

15 de mai. de 2010

QUÍMICA ORGÂNICA: O CURRY....

Neste episódio, o professor Dave explora a química orgânica da sua refeição favorita o curry! Saiba por que curry é mais saudável do que você possa ter pensado e descubra uma receita de curry saudável.


15 de abr. de 2010

DOCE VENENO....

26 de mar. de 2010

BULA DA VACINA H1N1....

24 de mar. de 2010

PORQUE OS FRANCESES NÃO TOMAM A VACINA H1N1...