28 de dez. de 2010
A CIÊNCIA SALVOU A MINHA VIDA...
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22 de dez. de 2010
Einstein e o Tempo – Harvey Brown...
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16 de ago. de 2010
HOJE É DIA DA FILOSOFIA....
Na Grécia Antiga, o berço da filosofia ocidental, o vinho era utilizado como uma espécie de combustível intelectual.
Idade da Pedra, Idade do Bronze, Idade do Ferro. Essa divisão de períodos históricos foi criada por arqueólogos. Eles se basearam no impacto do uso de cada um desses materiais na vida dos seres humanos ao longo dos tempos. Mas uma outra divisão, um pouco mais fluida, também é possível – e muito mais saborosa.
Por exemplo: há aproximadamente 5500 anos, quando o Oriente Médio ainda estava entrando na Idade do Bronze, as populações daquela região estavam em plena era da... cerveja.
Dividir a história do mundo em períodos dominados por determinadas bebidas: é isso o que propõe o jornalista inglês Tom Standage, editor da respeitada revista britânica The Economist. No livro História do Mundo em Seis Copos, ele mostra como a cerveja foi decisiva para o desenvolvimento da agricultura e da escrita – ajudando, assim, o homem a sair da Pré-História.
Alguns milênios depois, o vinho esteve intimamente ligado ao desenvolvimento da filosofia grega.
“As bebidas tiveram uma conexão com o fluxo da história bem maior do que geralmente se reconhece”, afirma Standage no livro. “Elas sobrevivem em nossas casas como lembranças vivas de eras passadas, testamentos líquidos das forças que moldaram o mundo moderno.”
DE ONDE “VINHO”?
Essa bebida tão apreciada até hoje teria surgido entre 9000 e 4000 a.C. na região de Zagros (atuais Armênia e Irã). Os antigos faziam suco de uva amassando os grãos. Depois guardavam o líquido em recipientes de cerâmica. Em pouco tempo, o suco fermentava e se transformava em vinho.
A filosofia, a política, a ciência e a poesia da Grécia antiga, que até hoje servem de base para o pensamento ocidental, provavelmente não teriam ido tão longe sem o vinho. Era ele que ditava o ritmo nos simpósios, festas em que os participantes partilhavam uma grande taça de vinho diluído. Durante os debates acalorados, os bebedores tentavam superar um ao outro em inteligência. O filósofo grego Platão dizia que o vinho era uma ótima maneira de testar o caráter de um homem, submetendo-o às paixões despertadas pela bebida – como a raiva, o amor e a ambição.
O vinho tornou-se um dos principais produtos de exportação da Grécia antiga. Quando a expansão da cultura grega chegou à Sicília e à “ponta da bota” da Itália, essas regiões foram chamadas, na época, de Oenotri, a terra dos vinhos.
RASPADINHA
No verão, para refrescar, o vinho era misturado à neve guardada do inverno. Para que ela não derretesse, era empacotada com palha e mantida em buracos no solo.
Os gregos e os romanos tomavam vinho misturado com água. Beber vinho puro era considerado primitivo. O hábito foi trazido ao Brasil por imigrantes italianos nas primeiras décadas do século passado, mas o “suco de vinho” não pegou por aqui.
Outra curiosidade: um jogo grego chamado kottabos consistia em arremessar os últimos goles de vinho de uma taça em direção a um alvo – que podia ser ou uma taça boiando numa tigela de água ou uma pessoa.
PORRE HOMÉRICO
Na Ilíada, Homero descreve com lirismo a colheita de uvas durante o outono. O escritor fala também sobre o vinho do sacerdote Maro: um vinho tinto com a doçura do mel e tão forte que era diluído em água na proporção de 1:20.
No livro, quando foi aprisionado na costa da Sicília pelo ciclope Polifemus (ciclope era um gigante com um olho só no meio da testa), o herói Odisseu ofereceu-lhe o vinho de Maro como digestivo. Como o ciclope estava acostumado com o fraco vinho da Sicília, depois de provar o poderoso Maro caiu em sono profundo, o que deu a Odisseu a chance de arrancar o olho do monstro.
Hoje muitos restaurantes arrancam os olhos da cara dos fregueses ao cobrar fortunas por uma garrafa de vinho – como os 6500 reais pelo Château Petrus safra 1999 em um dos restaurantes mais badalados de São Paulo.
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segunda-feira, agosto 16, 2010
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Marcadores: FILOSOFIA
23 de jul. de 2010
A Ética da Crença...
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sexta-feira, julho 23, 2010
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Marcadores: FILOSOFIA
13 de jun. de 2010
Qual a razão de nossas vidas?.....
Não pode ser tentar ser bom para ganhar um lugar no Céu.
Também não seria aprimoramento para uma nova vida, como crêem os espiritualistas, pois se fosse assim seria mais lógico que o Deus, em quem ele acredita, já o fizesse aprimorado para todo o sempre.
A vida, por mais que possamos desejar como uma tentativa de sobrevivência eterna, não tem finalidade nenhuma a não ser existir apenas como mais um elemento do Universo, “energia pura”.
Viveremos enquanto vivermos e depois será uma energia liberta de um elemento que virará “outra porção de energia”, em qualquer lugar do Universo. Não será diferente quando a fonte emissora da energia do Logos da Terra, que também se transformará, quando se apagar sua chama interna ou vier explodir junto da fonte emissora, que é o centro do Sol.
Assim, poderíamos dizer que existe uma hierarquia cósmica no Universo, desde o menor átomo passando por nós, pela terra, planetas, estrelas até chegar a um centro que seria um Sol Central. É um conjunto de consciências que formam o Universo. As estrelas são filhas do sol central, os planetas das estrelas e o homem do planeta Terra.
Essa hierarquia de uma consciência cósmica transcende a evolução, seja material ou espiritual como querem alguns. Ela é como um andar cósmico da nossa mente que recebe raios cósmicos presentes no Universo.
É muita pretensão humana, o que é uma “ilusão existencial”, acreditar que as “nossas vidas” têm uma finalidade divina. Que divindade seria essa que deixaria tanta injustiça (ilusão de pensamento), pelo prisma do pensamento humano acontecer? Nenhuma divindade - se poderosa, magnânima e criadora de tudo - deixaria “seus ilusórios filhos“ sofrerem .
O Universo e a natureza de todas as coisas não cometem injustiças. O que acreditamos como injustiças é o andar de tudo sobre tudo sem bem ou mal. É a natureza do Universo seguindo suas leis, do que está criando e sempre esteve, porque não existe o passado do nada. Não poderíamos culpar uma estrela que, ao morrer, mata vidas em planetas. Como não podemos culpar uma estrela que nasce de uma explosão cósmica matando outros astros que estão naquela região do Universo. Dessa forma, os tsunamis, os terremotos, as enchentes e a natureza que mata humanos não são maldades divinas.
Tudo sempre esteve e é dentro de nós que tudo está, porque é o centro dos nossos sentidos.
Nós não estamos em um ambiente externo e sim o ambiente está dentro de nós.
São os nossos sentidos que dão à percepção e nos faz julgar que o que vemos, ouvimos, saboreamos, tocamos, cheiramos e que está fora de nós e chega a nós por ondas elétricas. Esse é o “mundo material e ilusório” que está apenas dentro de nós e ele consiste nesses cinco sentidos que temos. É a ilusão de um Universo externo que no fundo existe materializado dentro de nós.
Vemo-nos através de uma progressão que começa com partículas luminosas (fótons) que viajam para dentro dos nossos olhos. Passam pelo cristalino, são refratados e focados na retina, no fundo dos nossos olhos. No fundo dos olhos os raios luminosos são transformados em sinais elétricos transmitidos por neurônios que atingem o centro da visão que fica na parte posterior do cérebro.
A visão ocorre dentro do cérebro, dentro da escuridão do cérebro. Tudo o que vemos faz parte desde mundo escuro apenas dentro de nossos cérebros, que é selado para a luz e está em completa escuridão.
O mesmo ocorre com todos os outros nossos sentidos que chegam ao nosso cérebro como sinais elétricos. Vivemos e convivemos com uma cópia elétrica formada dentro do nosso cérebro que recebe informações elétricas de uma outra matéria de fora do nosso corpo. Podemos então concluir que o que entendemos como Universo são apenas sinais elétricos em nosso cérebro.
Quando vemos uma pessoa falando, ela não está em um mundo exterior e sim dentro de nosso cérebro. As partículas de luz refletidas pela pessoa (fonte de energia transmissora) chegam aos nossos olhos e são transformadas
Da mesma forma, o som emitido pela pessoa ele está apenas dentro de nosso cérebro. O emissor é uma matéria transmissora de ondas elétricas. Ele é somente energia em uma minúscula partícula de matéria e é isso que também somos.
Espaços, distâncias e tempo também são sensações formadas dentro de nós pelos mesmos sentidos que temos e nos dão as outras sensações.
Ambientes como esse que você se encontra agora, nesse momento, lendo o texto que é um ambiente que está dentro de você. Ele não é exterior, como o seu próprio corpo também não é exterior. Você pensa estar ai nesse ambiente, mas o seu corpo é uma imagem dentro do seu próprio cérebro (partícula de matéria contendo energia).
Não podemos alcançar o mundo exterior, a matéria, pois ele é apenas a sensação recebida pelos nossos sentidos e que está apenas em nossa mente.
Tudo o que vemos, ouvimos, saboreamos, tocamos e cheiramos são apenas idéias que passam a existir em nossa mente. Então, como tudo existe dentro de nossas mentes, somos enganados pelos nossos sentidos e temos a sensação que é exterior.
Imaginar que tudo isso é de um Universo exterior ao nosso cérebro é um grande engano. O que tem fora dele são apenas emissões de ondas elétricas que percebemos e transformamos dentro da mente.
Seria como são os nossos sonhos que parecem ser uma realidade e não são. Você sonha sem sair da cama com vários cenários, com amigos, com pessoas mortas e tem a sensação que é verdade. Você come, dirige um barco, um foguete e sente tudo como se fosse realidade. Você pode até ver você mesmo
E toda a vida da nossa matéria, emissora e receptora de ondas elétricas pode ser um eterno dormir e acordar, como são os nossos sonhos, tudo ilusão.
Enfim podemos ser apenas um minúsculo elemento ou só energia, cujo centro chamamos de cérebro, ou uma partícula distinta de uma mente cósmica em que tudo o mais é ilusão fornecida pelos sentidos que recebem o que chamamos de ondas externas.
O que temos que procurar, se é que conseguiremos, não é frase que temos como título para essa reflexão - "Qual a razão de nossas vidas?" - e sim qual é o propósito do Universo.
Porque nós somos o Universo onde tudo passou, passará e nesse momento passa.
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domingo, junho 13, 2010
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Marcadores: FILOSOFIA
4 de jun. de 2010
NO PAÍS DA FILOSOFIA.....
O bac philo é uma verdadeira instituição. O exame tem apenas uma pergunta (o que está de acordo com o programa, que é simplesmente uma lista de noções filosóficas e outra de autores, que os professores podem combinar como quiserem) e os estudantes têm de dissertar sobre o assunto. Há na net vários sítios, como este, este ou este, com listas de questões possíveis e sugestões de respostas a essas questões, que se fazem pagar pelos seus serviços.
Uma das coisas que se tem discutido frequentemente entre estudantes é se os resultados do exame do bac philo são uma lotaria, dada a disparidade de critérios e daquilo que se pode dizer numa prova assim. Muitos alunos e pais encaram as coisas precisamente dessa forma: o resultado do exame de filosofia é uma questão de mera sorte.
Ora, parece que se instituiu também o chamado bac blanc, que é um teste de preparação para o exame final, em tudo semelhante ao exame, e que é realizado por esta altura em todas as escolas. Um jovem que acabou de realizar essa prova disse-me hoje qual foi a questão do bac blanc. Foi a seguinte: Pode-se ganhar a vida a trabalhar? (Peut-on gagner sa vie en travaillant?)
Eis uma proposta para o leitor: tentar responder a este interessantíssimo problema filosófico.
Eis também a minha tentativa: Poder pode, pois foi o que os meus pais fizeram; mas não seria a mesma coisa... que ganhar a vida sem trabalhar.
E são estas as entusiasmantes notícias do país da filosofia.
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sexta-feira, junho 04, 2010
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8 de abr. de 2010
HYPATIA OF ALEXANDRIA...
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quinta-feira, abril 08, 2010
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Marcadores: ASTRONOMIA, FILOSOFIA, FISICA, MATEMÁTICA, RELIGIÃO
14 de fev. de 2010
Hannah Arendt e "A crise na educação"....
O conceito que começa a se constituir aqui é o de responsabilidade. Aos educadores cabe uma dupla responsabilidade: pelas crianças e pelo mundo. Responsabilidade pelas crianças na medida em que se não forem introduzidas em um mundo, com uma tradição, com valores, regras, padrões de comportamento, elas estarão jogadas à própria sorte, exiladas na própria pátria (desoladas, sem solo). Já a responsabilidade pelo mundo se dá porque ele precisa ter continuidade, precisa ser preservado, após a mortalidade individual de cada um de nós. Quem dará continuidade ao mundo senão as gerações vindouras?
A crise na educação, dessa forma, tem origem em causas gerais que transcendem os limites da educação. Não se trata de uma crise particular de um país ou outro, com causas igualmente particulares. Em termos precisos, as causas de uma crise na educação se encontram na crise do mundo moderno. A leitura de Arendt da modernidade é dramática. Nesse período histórico se dá a bancarrota da esfera pública consoante à constituição da sociedade de massa. A sociedade moderna rejeita qualquer separação entre o público e o privado.
Arendt entende por esfera pública o mundo comum no qual todos podem ser vistos e ouvidos pelos seus atos e feitos e palavras. É a única esfera na qual o homem pode realizar-se como ser humano, como animal político, distinguindo-se dos outros animais, que somente se ocupam com necessidades de sobrevivência, com questões particulares. Desse jeito, quando os indivíduos de uma sociedade são massificados, quando a singularidade de cada um expressa pelos seus atos e feitos públicos é não mais forma de excelência de existência humana, dá-se a bancarrota da esfera pública e a glorificação da esfera privada. Indivíduos que somente se ocupam com questões particulares são seres que ao modo de animais apenas cuidam de suas necessidades de sobrevivência.
Essa crise da modernidade fundamenta a crise na educação. Ora, a educação, cuja essência é “a natalidade, o fato de que seres nascem para o mundo”, fracassa quando é desenvolvida na ausência de uma esfera pública à qual a criança deveria ser gradativamente introduzida. Quando outrora dissemos que a educação tem o propósito de introduzir a criança em um mundo pré-existente, estávamos tacitamente dizendo que a educação deve preparar a criança para abandonar a esfera privada, a esfera familiar, e adentrar a esfera pública, onde o mundo humano é construído e preservado.
Isso não significa que não haja saída, que a educação não pode mais cumprir sua função de introduzir os novos no mundo. Ao contrário, a educação se torna tanto mais fundamental na sociedade e tarefa igualmente mais árdua para pais e professores. Afinal, a despeito de inexistir uma esfera pública que anuncie a responsabilidade deles com o mundo e a criança, que deverá preservá-lo amanhã, ainda assim pais e professores devem assumir a responsabilidade se entenderem que “a educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens”.
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domingo, fevereiro 14, 2010
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24 de out. de 2009
O COPO DE PITÁGORAS....
Diz-se, com frequência, que vivemos numa sociedade regida pela ambição desmedida, que se reveste das mais diferentes formas, nos mais diversos quadrantes da vida. A ambição parece edificar-nos, moldar-nos, não como sonhos construtivos que fazem avançar o Homem, mas como querenças frágeis, falhas da razão, do bom senso e, quase diria, do bom gosto! A televisão parece dar amplo espaço a esta ideia, pois insiste, ano após ano, nesta corrida inesgotável da fama e da riqueza, um devaneio de sermos todos ídolos, estrelas.
Esta máxima está presente nas manifestações artísticas – escultura, arte, tragédia… - e é de uma delas que encanta pela beleza e simplicidade que falamos neste texto.
O copo, de há mais de 26 séculos , que nos lembra em pleno século XXI o equilíbrio e a harmonia desejável a toda a acção humana pode ver-se aqui.
Lentiada do Rerum Natura...
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sábado, outubro 24, 2009
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