14 de jul de 2009

ALUMÍNIO TRANSPARENTE....

Parece estar se armando uma nova revolução na área de materiais automotivos e de transportes em geral – com óbvias repercussões sobre a indústria de transformação e de construção civil – envolvendo o cada vez mais desafiante alumínio.

Militares norte-americanos já estão testando um veículo equipado com blindagem de alumínio transparente – ou, mais exatamente, de oxinitrato policristalino de alumínio. A força aérea americana também vem realizando testes para verificar a eficácia deste composto em cabines de aeronaves militares.

Esse metal com aparência de vidro, conhecido na indústria como ALONtm, é, na verdade, uma cerâmica transparente cristalizada sobre átomos de alumínio, e seu desenvolvimento inicial deve ser debitado a duas instituições de pesquisa o Fraunhoffer Institute e a Universidade de Dayton, Ohio.

Com alta resistência à compressão, o alumínio transparente é muito mais resistente, leve e fino que o vidro blindado, transmitindo todas essas vantagens para a blindagem de veículos. Nos testes, o material resistiu a tiros com calibre .50, utilizado para derrubar aviões.

Parece coisa de ficção científica? Pois não deixa um pouco de ser. Quem primeiro falou sobre alumínio transparente foi o engenheiro Scotty, no filme Jornada nas Estrelas 4, de 1986. Ele ofereceu a fórmula para um atrasado cientista terráqueo numa viagem no tempo.

O único inconveniente do material é, por enquanto, o preço. Enquanto blindagens tradicionais custam em torno de US$ 4 a polegada quadrada, o ALONtm sai por US $10. Mas esta desvantagem não leva em consideração a durabilidade e a resistência superiores do novo material.

Acredita-se que em breve o alumínio transparente já possa ser disponibilizado para a indústria automotiva, inicialmente para atender o crescente mercado de blindagem veicular. É uma ótima notícia para os processadores de alumínio. Em 2008, apenas o Brasil produziu 6.982 blindados. O estado de São Paulo foi o primeiro no ranking nacional, com 65% da frota.

Essa aplicação consolidará ainda mais a participação do alumínio na construção veicular, que era de 0 kg num automóvel genérico americano na década de 1950 e saltou para 68 kg na década de 1990. Hoje, alguns carros, como o alemão Audi S8, têm a carroceria produzida inteiramente com esse material.

O emprego do alumínio na cabine dos carros terá também influência profunda no design e na economia de materiais. Com ele, as cabines devem passar a ser inteiriças, dispensando o uso das colunas, que tanto atrapalham a visão dos motoristas, e simplificando as linhas de montagem.

Na verdade, o uso comercial do alumínio transparente já começou. Ele está sendo usado experimentalmente em leitores de código de barras em supermercados, devido ao seu alto índice de transparência para luz visível e ultravioleta. Estima-se que em 20 ou 30 anos poderá também ser utilizado para a produção de latas de cerveja e de refrigerante.

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