30 de jun de 2009

SENATORES....

Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P...

A Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P - é um programa que visa implementar a gestão socioambiental sustentável das atividades administrativas e operacionais do Governo. A A3P tem como princípios a inserção dos critérios ambientais; que vão desde uma mudança nos investimentos, compras e contratação de serviços pelo governo; até uma gestão adequada dos resíduos gerados e dos recursos naturais utilizados tendo como principal objetivo a melhoria na qualidade de vida no ambiente de trabalho.

A A3P é uma decisão decisão voluntária respondendo à compreensão de que o Governo Federal possui um papel estratégico na revisão dos padrões de produção e consumo e na adoção de novos referenciais em busca da sustentabilidade socioambiental. O programa tem como diretriz a sensibilização dos gestores públicos para as questões socioambientais, estimulando-os a a incorporar princípios e critérios de gestão ambiental nas atividades administrativas, por meio da adoção de ações que promovam o uso racional dos recursos naturais e dos bens públicos, o manejo adequado e a diminuição do volume de resíduos gerados, ações de licitação sustentável/compras verdes e ainda ao processo de formação continuada dos servidores públicos. A Agenda se fundamenta nas recomendações do Capítulo IV da Agenda 21 que indica aos países o “estabelecimento de programas voltados ao exame dos padrões insustentáveis de produção e consumo e o desenvolvimento de políticas e estratégias nacionais de estímulo a mudanças nos padrões insustentáveis de consumo”; no Princípio 8 da Declaração do Rio/92 que afirma que “os Estados devem reduzir e eliminar padrões insustentáveis de produção e consumo e promover políticas demográficas adequadas”; e ainda na Declaração de Johannesburgo que institui a "adoção do consumo sustentável como princípio basilar do desenvolvimento sustentável". A A3P é um convite ao engajamento individual e coletivo para a mudança de hábitos e a difusão da ação. Nesse sentido, convidamos você a repensar a sua atuação pessoal e profissional, visando à construção de uma nova cultura institucional.

Será que os vereadores já leram sobre isto...

veja aqui

29 de jun de 2009

QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO?....

TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO....

PROCESSO SELETIVO EDITAL Nº01/2009...

O Secretário Executivo do Ministério da Educação, no uso de suas atribuições legais, considerando a autorização concedida por meio da Portaria 381, de 11 de novembro de 2008, do Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, publicada no Diário Oficial da União de 12 de dezembro de 2008, torna pública a realização de Processo Seletivo Simplificado destinado a selecionar candidatos para provimento de vagas em contrato por tempo determinado nas Atividades Técnicas de Complexidade Intelectual, para lotação em municípios dos estados de Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, conforme discriminado no subitem 2.1 e de acordo com o estabelecido na Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, com as alterações introduzidas posteriormente, e mediante as condições estabelecidas neste Edital.

VEJA AQUI....

GOVERNANDO O UNIVERSO...

27 de jun de 2009

POR DEBAIXO DO PANO....




















Clique na imagem para ampliar...

CONTROLE MENTAL....

25 de jun de 2009

PREGANDO A BRIBA.....

A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL...

PERGUNTA QUE TODOS DEVERIAM FAZER.....















Lentiada do Minuto Profético....

24 de jun de 2009

DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO...

A educação pública de qualidade, pedra angular de uma sociedade democrática tem o dever de proporcionar a todas as crianças e jovens as mesmas oportunidades educativas e é fundamental para o bem-estar da sociedade ao contribuir para o seu desenvolvimento econômico, social e cultural. Os professores e o pessoal de apoio têm a responsabilidade de fomentar a confiança da comunidade na qualidade dos serviços que se espera que ofereçam todos os que trabalham nesta importante tarefa.
O exercício de critérios responsáveis está no centro da atividade profissional e as ações dos professores e do pessoal de apoio, dedicados, competentes e comprometidos na ajuda a cada aluno para que alcance todo o seu potencial, são essenciais para proporcionar uma educação de qualidade.
À experiência e ao empenho dos professores e pessoal de apoio devem associar-se as boas condições de trabalho, o apoio da comunidade e políticas capazes de proporcionar uma educação de qualidade. Só quando todos os componentes necessários estão nos seus devidos lugares é que é possível aos professores e ao pessoal de apoio cumprir totalmente suas responsabilidades para com os estudantes e a comunidade onde trabalham.

A adoção da seguinte Declaração tem como objetivo orientar os professores e outros trabalhadores da educação para o respeito pelos padrões éticos requeridos pela profissão.

1. Compromissos com a profissão

Os profissionais da educação devem:

a) justificar a confiança pública e aumentar o respeito pela profissão, oferecendo a todos uma educação de qualidade;

b) garantir que o conhecimento profissional seja constantemente atualizado e aperfeiçoado;

c) determinar a natureza e o formato de programas de formação contínua como expressão essencial do seu profissionalismo;

d) divulgar toda informação relevante relacionada com as suas competências e qualificações;

e) apoiar todos os esforços para promover a democracia e os direitos humanos através da educação;

2. Compromissos com os estudantes

Os profissionais da educação devem:

a) respeitar os direitos de todas as crianças, em particular dos estudantes, para que possam beneficiar do disposto na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças, particularmente no que diz respeito à educação;

b) salvaguardar e promover os interesses e o bem-estar de todos os estudantes, protegendo-os de intimidações e de abusos físicos e psicológicos;

c) tomar todas as medidas para proteger os estudantes de abusos sexuais;

d) atender aos problemas que afetam o bem-estar dos estudantes, tratando-os com cuidado, dedicação e discrição;

e) ajudar os estudantes a desenvolver um conjunto de valores de acordo com os padrões internacionais de direitos humanos;

f) manter relações profissionais com os estudantes;

g) reconhecer a individualidade e as necessidades específicas de cada aluno, e estimulando-os para que possa desenvolver plenamente as suas potencialidades;

h) proporcionar aos estudantes o sentimento de que pertença a uma comunidade, baseada em compromissos mútuos de comprometimento com a existência de um lugar para todos;

i) exercer a autoridade com justiça e solidariedade;

j) garantir que a relação privilegiada entre professor e aluno não é utilizada para fins de proselitismo ou controle ideológico.

3. Compromissos com os colegas

Os profissionais da educação devem:

a) promover um relacionamento amigável com todos os colegas, respeitando a situação profissional e as suas opiniões, aconselhando e apoiando, sobretudo os que se encontram em início de carreira ou em formação;

b) manter a confidencialidade sobre informações relacionadas com os colegas, obtidas no decurso da prática profissional, a menos que sua divulgação seja requerida por lei ou por dever profissional;

c) defender e promover os interesses e o bem-estar dos colegas e protegê-los de qualquer forma de abuso físico, psicológico ou sexual;

4. Compromissos com a direção

Os profissionais da educação devem:

a) estar informados das suas responsabilidades legais e administrativas, respeitarem os direitos dos educandos;

b) cumprir as instruções razoáveis dadas pela direção, tendo o direito de as questionar através de procedimento claramente estabelecido.

5. Compromissos com os pais

Os profissionais da educação devem:

a) reconhecer o direito dos pais acompanharem, através de canais previamente estabelecidos, o bem-estar e o progresso dos seus filhos;

b) respeitar a autoridade legal dos pais, mas dar conselhos do ponto de vista profissional, tendo em conta o interesse superior das crianças;

c) realizar todos os esforços possíveis no sentido de envolver ativamente os pais na educação dos filhos, auxiliando o processo de aprendizagem.

6. Compromissos com os professores

A comunidade deve:

a) possibilitar que os professores se sintam confiantes e que sejam tratados justamente enquanto no exercício de suas tarefas;

b) reconhecer que os professores têm direito a preservar sua privacidade, a cuidar de si mesmos e a ter uma vida normal.

23 de jun de 2009

Esquizofrenia....

Descobertas publicadas, em 15 de janeiro, no The Lancet, indicam que “a esquizofrenia e o transtorno bipolar estão relacionados por razões genéticas, portanto, pode não ser uma boa idéia considerar essas desordens como entidades distintas,” observa o principal autor do estudo, Paul Lichtenstein, epidemiologista genético do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia.

Lichtenstein e seus colegas suecos e americanos esquadrinharam o setor psiquiátrico de todos os hospitais suecos entre 1973 e 2004 a procura de pessoas com esquizofrenia ou distúrbio bipolar, e analisaram os dados de seus prontuários ao receberem alta.

Eles identificaram 35.985 pessoas com esquizofrenia (0,40% da população) e 40.487 pessoas com distúrbio bipolar (0,45% da população). Para descobrir se alguns desses pacientes eram aparentados, os pesquisadores procuraram identificar as pessoas de acordo com o registro geral nacional da Suécia (equivalente ao RG), um banco de dados contendo toda a população sueca (cerca de nove milhões) com a respectiva filiação. Dessa forma, foi possível identificar pais, filhos e irmãos que tinham doenças em comum.
Eles descobriram que se a mãe ou o pai tinham esquizofrenia, a criança tinha 9,9 vezes mais chances de ser portador da doença (caracterizada por delírios, alucinações e isolamento social), bem como 5,2 vezes mais chances de ter distúrbio bipolar que alguém sem um dos pais esquizofrênico. Eles perceberam também que uma pessoa cujo pai ou mãe tinha distúrbio bipolar (caracterizado por variações extremas de humor, ou períodos de euforia e depressão) tinha 6,4 vezes mais chances de ser bipolar e 2,4 vezes mais propenso a ter esquizofrenia que aqueles sem um dos pais bipolar.

Ter um irmão ou irmã com um desses problemas psiquiátricos também aumenta as probabilidades de a pessoa apresentar os dois distúrbios. Pessoas com irmãos (ou irmãs) esquizofrênicos mostravam uma tendência 3,7 vezes maior de serem bipolares e 9 vezes maior de serem esquizofrênicos; enquanto que pessoas com irmãos ou irmãs bipolares tinham 3,9 vezes mais chances de ter esquizofrenia e 7,9 vezes mais propensos à bipolaridade.

De acordo com Lichtenstein, esses dados ilustram o grau com que esses distúrbios estão geneticamente relacionados. Ele acredita que centenas, ou até milhares, de genes são responsáveis por essas doenças, sendo que cerca de metade deles pode ser comum aos dois distúrbios. Mas, infelizmente, a grande maioria ainda não foi descoberta.

“Estão sendo realizados estudos genéticos no mundo todo, em larga escala, visando encontrar os genes responsáveis por essas doenças,” comenta Lichtenstein, que atualmente lidera um desses estudos. “Devemos procurar superposição não apenas entre esquizofrenia e transtorno bipolar, mas também entre outras doenças psiquiátricas, como a depressão.”
texto de Coco Ballantyne....

PROJETO 462...

O projeto deve beneficiar mais de 500 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio de 2.110 escolas existentes no Estado. Cheida acredita que a proposta pode ajudar a melhorar a saúde dos estudantes paranaenses, mas também preservar a saúde dos agricultores e o meio ambiente.

“O Paraná é o Estado vice-campeão no uso de agrotóxicos, só perde para São Paulo. Todos os anos são usados 4 milhões de quilos de veneno em nossas lavouras. Isso significa que, por minuto, são usados 66 quilos de veneno que depois vão poluir os rios de todo o Estado”, explica Cheida.

Para o deputado Marcelo Rangel, autor da emenda, a aprovação do projeto ajudará a preservar a saúde das crianças paranaenses. “Os alimentos orgânicos fazem bem à saúde e os alimentos funcionais, segundo a Organização Mundial da Saúde, ajudam a evitar doenças como o câncer e o Mal de Alzheimer”, disse.

Os alimentos orgânicos são produzidos sem agrotóxicos e os alimentos funcionais são aqueles que além das funções nutricionais básicas produzem efeitos metabólicos e fisiológicos que trazem benefícios à saúde. Entre eles estão cebola, brócolis, semente de linhaça, peixes, leite fermentado, azeite, alho, aveia e milho.

De acordo com o projeto 462, a merenda escolar orgânica deve ser 100% livre de agrotóxicos em toda a cadeia produtiva. Sua implantação deve ser feita de forma gradativa, de acordo com as condições e cronogramas elaborados pela Secretaria de Estado da Educação (SEED).

Para Cheida, o único argumento que poderia ser contrário à merenda orgânica seria a comparação do preço do alimento orgânico em relação ao convencional. “Entretanto, com a elevação do consumo deste tipo de produto, e o consequente aumento da demanda, seus preços irão baixar e certamente deverão se aproximar dos produtos convencionais”, diz.

Segundo o Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura (SEAB), existem no Paraná 5.300 produtores de orgânicos no Estado. A safra de 2006/2007 foi de 107 mil e 230 toneladas, 103 mil e 230 toneladas a mais do que a registrada em 1996/1997, quando foram produzidas 4 mil toneladas de alimentos orgânicos.

Para o deputado, mesmo que haja uma variação de preços, é importante pensar que a merenda orgânica pode ajudar a promover a saúde dos estudantes e também reduzir gastos com inúmeras doenças decorrentes do uso de agrotóxicos.

Senão acredita veja aqui...


22 de jun de 2009

2011 ano internacional da Química....

As Nações Unidas, na sua 63ª assembleia-geral, aprovaram a proposta da IUPAC – já anteriormente acolhida pela UNESCO – para designar 2011 como Ano Internacional da Química. A proposta foi entregue pela delegação da Etiópia com o patrocínio de 35 países e o apoio de muitos mais.

Num comunicado de imprensa conjunto, a UNESCO e a União Internacional de Química Pura e Aplicada (International Union of Pure and Applied Chemistry – IUPAC) salientam que o Ano Internacional da Química permitirá celebrar os contributos da química para o bem-estar da Humanidade.

Tendo em atenção a inclusão da celebração na Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) as atividades a serem desenvolvidas durante 2011 deverão dar ênfase à importância da química na sustentabilidade dos recursos naturais.

Segundo Jung-Il Jin, presidente da IUPAC, "o Ano Internacional da Química vai dar um impulso global à ciência química, na qual a nossa vida e o nosso futuro se apoiam. Esperamos conseguir aumentar o conhecimento e apreciação pública pela química, atrair o interesse dos jovens pela ciência, e gerar entusiasmo para um futuro criativo da química."

Koïchiro Matsuura, Director-Geral da UNESCO, refere que aumentar a apreciação do público pela química é o mais importante, tendo em vista os desafios do desenvolvimento sustentável. “A química tem um papel fundamental no desenvolvimento de energias alternativas e na alimentação da população mundial", concluiu o diretor-Geral da UNESCO.

20 de jun de 2009

Fotomicrografia do CHANEL Nº5...

Fragrâncias, também conhecidas como perfumes, existem desde o início da civilização. Elas foram utilizadas pela primeira vez em ritos funerários e cerimônias religiosas, especialmente na forma de incenso, que é queimado para produzir um aroma. Com efeito, a moderna palavra, perfume, deriva do latim per fumum, que significa "através da fumaça". Ao longo do tempo, o uso pessoal de perfumes começaram a se tornar popular, especialmente na Grécia, onde os óleos florais foram utilizados pela primeira vez e até mesmo os mortos eram providos de um frasco do seu perfume favorito para acompanhá-los em sua nova morada.Os habitantes de Roma, um império frequentemente associado com a extravagância, também gostavam de perfumes, e o Tesouro Público Romano, garantia que os balneários fossem continuamente abastecidos com fragrâncias. Perfumes eram também frequentemente aplicados nos animais domésticos, como cães e cavalos. Após a queda de Roma, a arte da perfumaria foi essencialmente perdida na Europa, mas durante as Cruzadas na Idade Média o conhecimento da perfumaria, mais uma vez, foi obtido a partir do Oriente.

19 de jun de 2009

Tecnologia da Informação e Comunicação(TICs)..

Um texto que ajudou-me muito desde o início ao trabalhar com as TICs, foi "Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula" de Amanda Polato. Neste texto existem recomendações gerais que nos mostram quando e como utilizar os recursos em sala, para aprender mais e melhor. Segundo a autora existem nove dicas para usar bem a tecnologia:

O INÍCIO Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.
O CURRÍCULO No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.
O FUNDAMENTAL Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.
O ESPECÍFICO Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.
A AMPLIAÇÃO Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções.
O AUTODIDATISMO A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.
A RESPONSABILIDADE Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.
A SEGURANÇA Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.
A PARCERIA Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma.

18 de jun de 2009

Vandalismo na escola pública...















Estratégias para tentar diminuir o problema...
a) modificação, em termos didáticos da dinâmica de sala de aula, a partir da inclusão nos conteúdos escolares, de saberes ditos não-escolares, provenientes dos contextos socioculturais de onde se originam os sujeitos cujo espaço escolar objetiva atuar (alunos); b) inclusão de espaços, na escola, para o debate de questões consideradas relevantes pelos alunos, mas que, por não estarem no conteúdo programático das aulas, permanecem silenciadas; c) discutir, junto aos alunos e a comunidade estratégias que possam fazer com que se sintam mais integrados ao ambiente escolar; d) buscar junto aos estudantes, elaborar estratégias que possam tratar de forma preventiva o vandalismo (por eles, muitas vezes) praticado.

17 de jun de 2009

A FÍSICA E AS MULHERES....

A Gravitação Newtoniana é sua namorada do Ensino Médio. Assim como seu primeiro contato com a Física, ela é fantástica. Você nunca vai esquecê-la, mesmo que ainda não mantenha muito contato.

1. A Eletrodinâmica é sua namorada da faculdade. Bastante complexa, você provavelmente não vai sair com ela tempo suficiente pra entendê-la.

2. A Relatividade Especial é a garota que você encontra numa festa enquanto está saindo com a Eletrodinâmica. Vocês transam. Não é realmente traição porque isso não se repete. Mas você tem a ligeira impressão que ela conhece a Eletrodinâmica e contou tudo para ela.

3. A Mecânica Quântica é a garota que você encontra num Sarau. Todo mundo pensa que ela é realmente interessante e gente que você nem conhece é obcecada por ela. Vocês saem juntos. Acaba que ela é bastante complicada e tem alguns problemas. Mais tarde, depois que vocês terminam, você se pergunta se toda aquela aura de mistério era só confusão.

4. A Relatividade Geral é sua namorada de Ensino Médio já crescida. Cara, ela é fantástica. Você meio que se arrepende de não ter mantido contato. Ela odeia a Mecânica Quântica por alguma razão obscura.

5. A Teoria Quântica de Campos é estrangeira, mas não tem muito sotaque. Você se apaixona profundamente, mas ela o trata horrivelmente. Você tem certeza que ela está saindo com metade dos seus amigos, mas você não se importa. Você sabe que isso vai acabar mal.

6. A Cosmologia é a garota que não namora muito, mas tem muitos amigos. Algumas pessoas namoram com a Cosmologia só para sair com seus amigos.

7. A Mecânica Analítica Clássica é um pouco mais velha, e sabe de coisas que você não sabe.

8. A Teoria de Cordas tem um mundinho próprio. Ela é ou profunda ou insana. Se vocês começarem a sair, você nunca mais vai ver seus amigos. É só Teoria de Cordas, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Teoria e prática...

Teoria é quando se sabe, precisamente, como algo funcionaria, mas que não funciona. Prática é quando algo funciona e não fazemos idéia do porquê.

16 de jun de 2009

Ética e organização escolar...

Pensar a relação entre ética e educação significa valorizar a centralidade do humano em todas as dimensões do processo pedagógico, incluindo entre estas as que se referem aos aspectos organizacionais e administrativos.

Reconhecemos hoje que a escola é uma organização, uma unidade social com identidade própria e não apenas um serviço local do Estado. Uma organização específica, necessariamente articulada num sistema, mas uma organização. Neste sentido, e tendo em conta os fins da organização escola, a sua responsabilidade social, não podemos deixar de assumir com seriedade a reflexão em torno dos «meios» que garantem o seu funcionamento. Não basta invocar valores como dignidade, liberdade, solidariedade e justiça, como se de simples slogans se tratasse. Não basta advogar o ideal de uma escola humanista e democrática, é necessário também cuidar da qualidade ética das mediações institucionais que garantem a sua viabilização. Neste sentido, e porque é a humanidade do homem que temos em referência, os «quês» e os «porquês» da organização escolar deverão ser articulados numa rede de sentido assente, obrigatoriamente, na primordialidade do «quem». De forma mais ou menos assumida, a ética está presente nos diferentes documentos que traduzem o rumo de cada organização e nos seus modos concretos de viver a tarefa educativa. «Quem» é a escola, qual a sua identidade, a sua memória e o seu projeto? «Quem» são os sujeitos que lhe dão vida? «Quem» a dirige, «quem» a gere e «quem» a avalia? Para «quem» se destinam as diferentes propostas de trabalho?
Num mundo complexo e carente de referências axiológicas, a escola deverá assumir uma estratégia de desenvolvimento autônoma, não abdicando de tomar posição sobre o futuro desejado e sobre as condições objetivas que o podem tornar possível. Inscreve-se nesta lógica de preocupações a valorização do Projecto Educativo de Escola que, em articulação dinâmica com outros instrumentos organizacionais, permite dar expressão à singularidade de cada cultura escolar. Ancorada numa consciência profissional exigente, a problematização de caráter ético não pode ficar confinada ao plano das relações interpessoais, ela deverá ser prolongada nos espaços institucionais e normativos que configuram as práticas. Pensamos até que é esse o lugar privilegiado para a afirmação de uma moral profissional, de uma deontologia. Reconhecemos que, por mais relevantes que sejam, não são suficientes os princípios, os grandes ideais, ou uma consciência pessoal suficientemente inquieta com os males que dificultam a responsabilidade de ensinar a ser adulto num mundo tão problemático e incerto. É necessário comprometermo-nos no processo permanente de construção de referências balizadoras do viver em comum, persistindo em definir comportamentos considerados moralmente adequados. Ora esta construção passa, em grande medida, por uma tomada de posição nos diferentes espaços de participação potenciados no âmbito de uma cultura organizacional democrática. Acreditamos que é, sobretudo nestes contextos, através de uma decisão partilhada e colegial, tornando explícitos os valores tradicionalmente implícitos, que a ética profissional ganha sentido e credibilidade e não na simples adoção de códigos de conduta de caráter corporativista.
Precisamos de escolas com alma, com identidade e com rosto. Precisamos de escolas que se constituam em «lugares antropológicos», de acordo com a noção defendida por Marc Augé. Precisamos de escolas que sejam, efetivamente, «lugares de hospitalidade», conforme tive ocasião de sublinhar num texto anterior. A aprendizagem de uma cidadania ativa e responsável, reclamada pela sociedade do novo século, depende muito da qualidade relacional e emocional que conseguirmos imprimir nas dinâmicas de participação ao nível da vida escolar. No entanto, e importa lembrá-lo, esse não é um fator exclusivo. Quando radicalizada, a retórica da participação pode, perversamente, derivar numa ideologia de responsabilização subordinada a lógicas alheias ao ideal que anunciam. Por esse motivo também, o grande desafio ético que nos é colocado, concretamente em termos de organização e administração escolar, passa por saber equilibrar o respeito pela singularidade dos contextos e pela irredutibilidade própria do enigma humano com a salvaguarda das leis sociais comuns requeridas pelos imperativos de justiça e de solidariedade.

a origem do texto está aqui

15 de jun de 2009

A Invenção do Fósforo...

Hoje quando queremos acender o fogo usamos fósforos. Curtos, finos, feitos de madeira, papelão ou barbante encerado, os fósforos de fricção fabricados atualmente têm, no final da ponta, uma quantidade mínima de trissulfato de fósforo, que se decompõe e arde diante de baixas temperaturas e incendeia os demais produtos. Este pequeno, mas essencial invento, só passou a fazer parte da vida cotidiana no final do século 19 quando um sueco finalmente produziu um fósforo seguro.

Os homens conheciam e usavam o fogo milhares de séculos antes que fosse descoberta uma forma de ativá-lo quimicamente. Acredita-se que os chineses utilizavam “pauzinhos de fogo” por volta do ano 1000 AC. Porém, o elemento básico para fabricar fósforos foi descoberto acidentalmente em 1669 pelo alquimista alemão Henning Brandt. Em uma de suas tentativas de transformar metais em ouro Brandt descobriu o elemento fósforo (em grego “o que traz luz”). Em 1680 o cientista britânico Robert Boyle - um dos fundadores da química moderna - reparou que uma chama era formada quando o fósforo era esfregado no enxofre. Boyle acreditava que a chama não era causada pela fricção, mas sim por algo inerente ao fósforo e ao enxofre. Ele tinha razão. Encontrara o principio que conduziria a invenção do fósforo. No inicio do século 19 na Europa foram desenvolvidos diferentes dispositivos químicos para ativar fogo, alguns usavam a combinação fósforo-enxofre de Boyle, outros gás de hidrogênio, porém, todos eram muito perigosos além de incômodos.

Coube ao farmacêutico inglês John Walker produzir, em 1827, palitos de fósforo que podem ser considerados, apesar de seu grande tamanho, “o precursor” de nossos fósforos. Palitos menores foram comercializados na Alemanha em 1832, mas ainda eram extremamente perigosos: costumavam incendiarem sozinhos dentro da própria embalagem.

Foi nos Estados Unidos que Alonzo D. Phillips de Springfield obteve, em1836, uma patente para “fabricar fósforos de fricção” e os chamou “locofocos”. Mas o perigo ainda era grande e só foi resolvido após a descoberta do fósforo vermelho, em 1845. Foi o sueco Carl Lundstrom que introduziu em 1855 fósforos seguros. Além de ser fabricado com fósforo vermelho, para uma maior segurança, seus ingredientes inflamáveis foram colocados em dois locais distintos: na cabeça do palito e do lado de fora da caixa, junto com o material abrasivo.

Os fósforos feitos em papelão apareceram anos mais tarde e o responsável por esta invenção foi Joshua Pusey, um conhecido advogado americano da Pensilvânia que amava fumar charutos. Um dia, Joshua foi convidado para jantar pelo prefeito da Filadélfia e ao se vestir, reparou que a caixa de fósforos que levava no bolso de seu colete era grande demais. Pensou consigo: Por que caixas de fósforo eram tão grandes? E se os fósforos fossem feitos de papelão ao invés de madeira? Sem dúvida, seriam mais leves e muito menores. Joshua Pusey levou adiante sua idéia e em 1889 patenteou fósforos de papelão, mas oito anos se passaram antes que alguém mostrasse interesse por seu invento. Fato que ocorreu em 1897, quando a Companhia de Ópera Mendelsohn o procurou. Eles queriam algo de diferente para divulgar a abertura da estação nova-iorquina. Pusey então, utilizou fósforos de papel com o nome da companhia impresso. A partir daí, os fósforos de papelão começaram a vender com incrível rapidez. Anos mais tarde, Joshua Pusey vendeu sua patente para a Diamond Match Company.

Curiosidade: mais de 500 bilhões de fósforos são usados a cada ano!

13 de jun de 2009

VINHO MEDICINAL.....

A descoberta recente de sais cristalinos provenientes da degradação de ácido tartárico (componente do vinho) juntamente com resinas extraídas de árvores no interior de uma ânfora encontrada na câmara funerária do Rei Escorpião I, em Abydos (Egipto) sugere que o vinho, como prática medicinal, tenha sido introduzido no antigo Egipto há cerca de 5100 anos. A investigação, que fez recuar um capítulo da história da medicina em 1300 anos, fornece pistas para novas terapias aplicadas a doenças atuais, como por exemplo, fármacos anticancerígenos. Os curandeiros ancestrais utilizavam infusões de ervas com propriedades medicinais em vinho, por estas se preservarem melhor e serem mais eficazes do que infusões em água. Existem mesmo vários registros escritos antigos que referem a utilização e descrição de «receitas» de infusões de vinho medicinal, tendo sido os mais antigos encontrados no Egipto, em papiros datados de 1850 A.C. A descoberta, publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” esta semana, por parte de uma equipa de investigadores da Universidade de Pensilvânia (EUA) liderada por McGovern, indica a presença de vestígios de um conjunto possível de ervas, incluindo segurelha, erva-cidreira, coentros, menta, salva e tomilho, juntamente com vinho e resinas de árvores, num troço de ânfora cujo fabrico se estima ter ocorrido no ano 3150 a.C. Os autores da descoberta, em colaboração com investigadores na área da terapia para doenças cancerígenas, exploram agora as propriedades medicinais de ervas encontradas em vinhos e cervejas antigas como possíveis novos fármacos.

Se não acredita leia aqui no boletim...

MUROS E ESCOLA....

"A PASSAGEM DA "SOCIEDADE DO CONHECIMENTO" PARA UMA "SOCIEDADE DE CONHECEDORES" VAI ACONTECER NA HORA EM QUE AS ESCOLAS DEIXAREM DE ERIGIR MUROS E COMEÇAREM A ABRIR JANELAS".

veja aqui...

LUDWIG VAN BEETHOVEN...

A escola do Reiquião....

12 de jun de 2009

A química é um bolo......

Muitas pessoas não percebem, mas a cozinha e um fantástico laboratório químico, um lugar onde ocorrem inúmeros fenômenos químicos e físicos.

Por exemplo, para fazer um simples bolo ocorrem diversas reações químicas, tanto na mistura dos ingredientes tanto na ordem de preparo do bolo, a seguir você verá o porque de tudo ser feito conforme a ordem descrita nas receitas, este exemplo é de um simples bolo.

Na maioria das vezes antes de começar-mos a preparar um bolo precisamos acender o forno, isso se chama pré-aquecimento (+- 15min.) pois ao colocar o bolo no forno é importante que o mesmo já esteja quente , desse modo, o gás carbônico que será obtido pela transformação do fermento não irá escapar da massa antes que ela comece a se solidificar.

As claras em neve é uma espuma usada em vários tipos de bolo, são obitdas batendo as claras dos ovos em uma batedeira ou com um garfo, ela é formada por porque o movimento de bater vai introduzindo ar, que as claras incorporam em grande quantidade (pelo menos 3 vezes o seu volume original).

Normalmente bate-se a gema dos ovos com açúcar e manteiga, mas por que?
A resposta é “simples”, quando batemos a gema o açúcar e a manteiga, os cristais de açúcar formam pequenas “bolsas” de ar que ajudam na sustentação inicial da massa.

Agora o ingrediente mais importante em um bolo, o fermento.

Quando adicionado na massa o fermento sofre uma transformação química liberando gás carbônico, por exemplo, a partir da reação entre bicarbonato de sódio e fosfato monoácido (dihidrogenofosfato de cálcio):

8 NaHCO3 + 3 Ca(H2PO4)2 —–> Ca3(PO4)2 + 4 Na2HPO4 + 8 CO2 + 8 H2O

8 NaHCO3 ——- Bicarbonato de Sódio
Ca(H2PO4)2 —– Dihidrogenofosfato de cálcio
Ca3(PO4)2 ——– Fostato de Cáclio
4 Na2HPO4 —— Monohidrogenofosfato de Sódio
8 CO2 ————— Gás Carbônico
8 H2O ———— Água

É o gás carbônico, CO2, que faz o bolo crescer, tornando a massa leve e macia. Essa reação é favorecida pelo aquecimento, por isso a utilização de ingredientes gelados no preparo da massa pode prejudicar o resultado final.

Você nunca deve abrir o durante o cozimento do bolo porque as bolhas de gás carbônico e de vapor de água que estão dilatadas na massa, devido ao aquecimento, podem se contrair se forem resfriadas bruscamente, fazendo o bolo murchar.

lentiada do Quimicalizando....

DIA DOS NAMORADOS....

Elvis Presley - My Way

PARA QUEM AMA.....

Alice Cooper - I Never Cry

11 de jun de 2009

Testamento...

Você já providenciou o seu testamento? Já decidiu a quem deixar os seus bens, quando a morte vier lhe ceifar a vida física?
Alguma vez já cogitou quantos transtornos poderão ser evitados se a partilha de tudo que você dispõe for decidida, por você mesmo, quando ainda goza das suas faculdades mentais e a saúde lhe sorri, abençoando-lhe os dias?
Quando você cogitar da divisão dos seus bens, elegendo herdeiros, pense em tudo o que você pode passar para os seus filhos, desde hoje.
Antes que a morte roube sua presença física do lar onde seus rebentos crescem sadios, ante seu olhar amoroso, medite nos valores que são imperecíveis e que lhe cabe ofertar.
Pense no valor honestidade. Já ensinou seu filho a ser honesto?
E ser honesto não quer dizer somente não se apossar do que não lhe seja devido, significa muito mais.
Falando com seus filhos, estimule-os a serem honestos em todas as circunstâncias.
Não colando nas provas, não mentindo, mesmo que seja para ganhar no jogo de futebol da turma. Dizer toda a verdade mesmo que fiquem em apuros.
E
não deturpar um pouquinho só a verdade, para que não soe tão mal, ou mentir para se proteger.
Como o melhor método de ensino é o exemplo, não esqueça de exemplificar sempre, com sua própria conduta.
E a coragem? Já a demonstrou ou buscou ensinar a seu filho?
Coragem que é ousadia para tentar realizar coisas boas, embora difíceis. Coragem que é força para não fazer o que todos fazem, mas dizer não, manter sua posição e até influenciar os outros positivamente.
Coragem que significa ser fiel às convicções e seguir os bons impulsos, mesmo que para todos os demais possam parecer tolos ou inconvenientes.
Coragem de demonstrar os próprios sentimentos, de ser afetuoso, de ser amigo.
Coragem de fazer o que é certo, mesmo que seja sozinho.
Verdadeiramente, estes são valores que você, de forma alguma, poderá repassar em testamento.
Mesmo
porque, quando não estiver mais em corpo físico ao lado dos seus filhos, terá já passado a oportunidade da sua educação.
Aproveite, pois, o dia que vive ao lado deles e fale-lhes do respeito.
Respeito pela vida, pelos pais, pelos mais velhos, pela natureza, pelas crenças e direitos dos outros.
Fale-lhes da diversidade enorme de sentimentos dos seres humanos e ensine-os a ter respeito por todos.
Se você se empenhar, desde já, em passar valores verdadeiros a seus filhos, guarde a certeza de que, se vier a morrer sem ter deixado bem documentadas suas últimas vontades, eles saberão o que fazer.
Mais do que isto: agirão com dignidade, atendendo às lições que lhes foram repassadas.
E se você é dos que afirmam que nada tem de material para legar aos seus filhos, ministre desde já as lições do bem, da honradez, para que, quando se for, possa partir com a consciência tranqüila a lhe apontar que cumpriu seu dever de pai e educador, com muita propriedade.
Pode não deixar recursos amoedados, mas terá legado ao mundo o de que ele mais necessita: homens de bem.

Os seus filhos poderão crescer e acabar desenvolvendo valores diferentes dos seus e dos que tentou ensinar.
Contudo, a sua mensagem de valores permanecerá indelével em suas mentes. Um dia, eles a recordarão e a utilizarão, mesmo que seja em dias avançados de suas vidas, após terem cometido erros e desacertos.
Não deixe, assim, passar em branco a oportunidade presente.

10 de jun de 2009

O ORÁCULO VIRTUAL....

9 de jun de 2009

Hipertensão arterial induzida por vírus...

Um novo estudo sugeriu pela primeira vez que um vírus comum, o citomegalovírus (CMV), causador de infecções geralmente sem gravidade e que está presente no organismo de quase todos os adultos em todo o mundo, favorece o desenvolvimento da hipertensão arterial, ou pressão alta, um dos maiores fatores de risco para doenças do coração, derrames e doenças dos rins.

Em um artigo científico publicado na revista Plos Pathogens, os pesquisadores demonstraram que, quando associado com outros fatores de risco para doenças do coração, o citomegalovírus pode levar ao enrijecimento das artérias, ou arteriosclerose.

"Esta nova descoberta poderá eventualmente dar aos médicos uma forma inteiramente nova para tratar a hipertensão, com terapias antivirais ou vacinas. O citomegalovírus infecta praticamente todos os humanos ao redor do mundo," diz a Dra. Clyde Crumpacker, coautora do estudo.

O que é citomegalovírus

O citomegalovírus faz parte da família do vírus da herpes, causando infecções congênitas, mononucleose e infecções mais graves em pacientes que recebem transplantes de órgãos.

Na faixa dos 40 anos de idade, praticamente todos os adultos já possuem o vírus, embora a maioria nunca apresentará qualquer sintoma de sua presença. Uma vez no organismo humano, ele ficará lá por toda a vida, em forma latente, esperando que o sistema imunológica se enfraqueça para poder agir.

Embora já se soubesse que o vírus esteja ligado a várias doenças, os cientistas não sabiam como ele começa a agir. Na nova pesquisa, o problema foi abordado de forma interdisciplinar por uma equipe de infectologistas, cardiologistas e alergologistas.

veja o artigo completo aqui...

8 de jun de 2009

O imbecil juvenil....

Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.

O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.

Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo como membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento. Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria - a supressão, em suma, da personalidade.

É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação - literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo mimético de que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.

Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge como o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem. Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam. Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.

Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama.

Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não-ser: o jovem, em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidade do século: nazismo, fascismo, comunismo, seitas pseudo-religiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.

Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.

Autor: Olavo de Carvalho
Jornal da Tarde, 3 de abril de 1998

6 de jun de 2009

O que move a Humanidade...


O que move a Humanidade

Existem muitas teorias sobre o que fez o Homem dominar o planeta e construir civilizações - enquanto o joão-de-barro, por exemplo, só consegue construir conjugados - e levar grandes mulheres para a cama - enquanto o máximo que um gorila conseguiu foi segurar a mão da Sigourney Weaver. Dizem que o cavalo é mais bonito do que o Homem e que a barata é mais resistente, mas não há notícia de uma fuga a três vozes composta por um cavalo ou uma liga de aço inventada por uma barata. Tudo se deveria ao fato de uma linhagem particular de macacos ter desenvolvido o dedão opositor, com o qual conseguiu descascar uma banana e segurar um tacape, as condições primordiais para dominar o mundo. A vaidade, outra característica exclusivamente humana (o pavão também é vaidoso, mas não gasta uma fortuna com as penas dos outros para fazer sua cauda), também teria contribuído para que o Homem prevalecesse, pois de nada lhe adiantariam suas façanhas com o polegar, e com as mulheres, se não pudesse contar depois. Daí nasceu a linguagem, e com ela a mentira, e o Homem estava feito.

Mas eu acho que a verdadeira força motriz do desenvolvimento humano, a razão da superioridade e do sucesso do Homem, foi a preguiça. Com a possível exceção da própria preguiça, nenhum outro animal é tão preguiçoso quanto o Homem. O desenvolvimento do dedão opositor nasceu da preguiça de combinar dentes e garras para comer e ainda ter que limpar os farelos do peito depois. A linguagem é fruto da preguiça de roncar, grunhir, pular e bater no peito para se comunicar com os outros e, mesmo, ninguém agüentava mais mímica. A técnica é fruto da preguiça. O que são o estilingue, a flecha e a lança senão maneiras de não precisar ir lá e esgoelar a caça ou um semelhante com as mãos, arriscando-se a levar a pior e perder a viagem? No que estaria pensando o inventor da roda senão no eventual desenvolvimento da charrete, que, atrelada a um animal menos preguiçoso do que ele, o levaria a toda parte sem que ele precisasse correr ou caminhar? Dizem que a agressividade e o gosto pela guerra determinaram o avanço científico da humanidade e se é verdade que a maioria das invenções modernas nasceu da necessidade militar, também é verdade que o objetivo de cada nova arma era o de diminuir o esforço necessário para matar os outros. O produto supremo da ciência militar, o foguete intercontinental com ogivas nucleares múltiplas, é uma obra-prima da preguiça aplicada: apertando-se um único botão se matam milhões de outros sem sair da poltrona. Uma combinação perfeita do instinto assassino e do comodismo. A apoteose do dedão.

Toda a história das telecomunicações, desde os tambores tribais e seus códigos primitivos até os sinais de TV e a internet, se deve ao desejo humano de enviar a mensagem em vez de ir entregá-la pessoalmente ou mandar um guri resmungão. A fome de riqueza e poder do Homem não passa da vontade de poder mandar outros fazerem o que ele tem preguiça de fazer, seja trazer os seus chinelos ou construir as suas pirâmides. A química moderna é filha da alquimia, que era a tentativa de ter o ouro sem ter que procurá-lo ou trabalhar para merecê-lo. A física e a filosofia são produtos da contemplação, que é um subproduto da indolência e uma alternativa para a sesta. A grande arte também se deve à preguiça. Não por acaso, a que é considerada a maior realização da melhor época da arte ocidental, o teto da Capela Sistina, foi feita pelo Michelangelo deitado. Proust escreveu o Em Busca do Tempo Perdido deitado. Vá lá, recostado. As duas maiores invenções contemporâneas, depois do antibiótico e do microchip, que são a escada rolante e o manobrista, devem sua existência à preguiça. E não vamos nem falar no controle remoto.

(Se você não desistiu na segunda linha e leu até aqui, é porque não tem preguiça. Conheço o seu tipo. É gente como você que causa os problemas do mundo. São vocês que descobrem quando o autor está com preguiça e reaproveita um texto antigo. E isso não é humano!).

Autor: Luis Fernando Verissimo