30 de jun de 2010

O CÓDIGO DE PLATÃO...

A science historian at The University of Manchester has cracked “The Plato Code” – the long disputed secret messages hidden in the great philosopher’s writings.

Plato was the Einstein of Greece’s Golden Age and his work founded Western culture and science. Dr Jay Kennedy’s findings are set to revolutionise the history of the origins of Western thought.

Dr Kennedy, whose findings are published in the leading US journal Apeiron, reveals that Plato used a regular pattern of symbols, inherited from the ancient followers of Pythagoras, to give his books a musical structure. A century earlier, Pythagoras had declared that the planets and stars made an inaudible music, a ‘harmony of the spheres’. Plato imitated this hidden music in his books.

The hidden codes show that Plato anticipated the Scientific Revolution 2,000 years before Isaac Newton, discovering its most important idea – the book of nature is written in the language of mathematics. The decoded messages also open up a surprising way to unite science and religion. The awe and beauty we feel in nature, Plato says, shows that it is divine; discovering the scientific order of nature is getting closer to God. This could transform today’s culture wars between science and religion....

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28 de jun de 2010

70 ACADÊMICOS DESAPARECEM NO IRÃ...



Irã continua a repressão dos dissidentes protestando contra irregularidades nas eleições presidenciais do país com a prisão de 70 acadêmicos que se reuniu na quarta-feira com challenger Mir Hossein Mousavi.

O site Kalemeh, que está ligada à campanha de Mousavi, informou que não se sabia onde os professores foram tomadas. Outros dissidentes, bem como pelo menos 10 jornalistas estrangeiros e cerca de 26 jornalistas iranianos, "desapareceram" de forma semelhante nos últimos dias.

Apesar do risco, os manifestantes se enfrentaram nesta quarta-feira com uma força especial do presidente Mahmoud Ahmadinejad milícia Basij, que tem brutalizado muitos dos manifestantes desde o 12 de junho as eleições.
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27 de jun de 2010

AS BANANAS SÃO RADIOATIVAS?.....

Sim, as bananas são radioativas, e também os tijolos, tomates, granito, castanha do pará, diversos tipos de rochas, etc. Todos estes apresentam uma certa dose de radioatividade, que ocorre naturalmente e normalmente é inofensiva.

Como todos sabem, e o Gustavo Kuerten muito mais, as bananas contém uma boa quantidade de potássio, este de grande valia na dieta, principalmente em exercícios físicos prolongados. E é este potássio o principal responsável pela pequena dose de radioatividade que existe em uma banana.

Para 100gramas de banana teremos em torno de 358mg de potássio. E desta quantidade, apenas uma fração será de 40K, o potássio radioativo. São conhecidos ao todo 24 isótopos do potássio, e três deles ocorrem naturalmente: 39K (93.3% e estável), 40K (0.0117% e radioativo) and 41K (6.7% e estável).

A quantidade de 40K em uma banana será mínima e dose de radiação decorrente da ingestão desta será desprezível. Tanto que quando a radiação é considerada baixa, alguns apelidam de ´dose equivalente a uma banana´ . Mesmo se você comer diversas bananas por dia, a dose de potássio no seu corpo será praticamente constante devido aos mecanismos naturais de eliminação de excesso.

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25 de jun de 2010

O QUE VALE O TRABALHO DE UM PROFESSOR?.....

Judiciário quer reajuste de 56% e salário de quase R$ 9 mil para copeiro

Os tribunais superiores do país se propõem a pagar até R$ 8.479,71 a funcionários que têm apenas instrução fundamental e desempenham funções de apoio, como copeiros, contínuos ou operadores de copiadora. O salário inicial é de R$ 3.615,44.

Essa situação será criada pela aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. A proposta dá um reajuste médio de 56% aos funcionários do Judiciário. Com ele, profissionais de nível técnico poderão ganhar até R$ 18.577,88 e os de nível superior, R$ 33.072,55 – acima do teto do serviço público, que é de R$ 26.723,13.

O principal argumento dos funcionários do Judiciário para obter o reajuste é que seus salários estão defasados em relação aos dos colegas do Executivo e do Legislativo. Contudo, se os reajustes foram concedidos, os funcionários do nível técnico e auxiliar ganharão mais do que o equivalente no Executivo, o que é inconstitucional.

O projeto de lei foi enviado ao Congresso em dezembro passado, com a assinatura de todos os presidentes de tribunais superiores. Em maio, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, visitou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

O custo estimado dos reajustes no Judiciário, que variam de 52,88% a 81,85%, é de pelo menos R$ 6,4 bilhões e beneficia 100 mil pessoas. Em comparação, o aumento de 7,72% das aposentadorias acima de um salário mínimo, sancionado semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, beneficia 8,4 milhões de pessoas e custará R$ 8,3 bilhões no total.

23 de jun de 2010

Chemistry of the World Cup Trophy .....

O Troféu da Copa do Mundo FIFA é feito com 5 kg de ouro 18 quilates.

Realizando alguns cálculos, é possível constatar que provavelmente ela não é inteiramente sólida, pois neste caso pesaria em torno de 70 kg.

A base do troféu possui duas faixas verdes que são feitas de malaquita, um mineral de cobre (Cu2CO3(OH)2).

Assista o vídeo abaixo para conhecer um pouco mais sobre a química presente no Troféu da Copa do Mundo.






21 de jun de 2010

JÁ LHE PERGUNTARAM...

Fábio Luís Alves Pena
Instituto Federal da Bahia – IFBA
Simões Filho – BA
Cad. Bras. Ens. Fís., v. 27, n. 1: p. 169-170, abr. 2010.

Qual fenômeno está por trás da cristalização do para-brisa de um veículo?

Basicamente, a cristalização em discussão consiste em aplicar na superfície externa do para-brisa de um veículo um produto chamado cristalizador de vidros. Essa substância sela os microscópicos poros do vidro. O principal objetivo é reduzir o ofuscamento do para-brisa em dias de chuva.
Capilaridade, este é o fenômeno que está por trás da cristalização do parabrisa. Tal fenômeno é resultado da diferença entre a intensidade da força de coesão de um líquido e a intensidade da força de adesão desse líquido com as paredes de um recipiente (GASPAR, 2003). Embora os átomos tenham o mesmo número de prótons e elétrons (eletricamente neutros), as moléculas que eles compõem, em geral, não o são, já que as partículas eletricamente carregadas raras vezes se distribuem simetricamente em cada molécula. Ou seja, devido à assimetria, grande parte das moléculas das substâncias é polar (possui regiões ou pólos com cargas elétricas opostas), fator determinante no aparecimento das forças de adesão e de coesão, que são nomes particulares de interações eletromagnéticas (GASPAR, 2000). Devido à força de coesão, uma molécula atrai a outra e, devido à força de adesão, as moléculas são atraídas para as paredes de um recipiente. A ação dessas forças vai depender do líquido e do material do recipiente (PENA, 2005). Pois bem, ao derramar água em um para-brisa “não cristalizado”, isto é, que não passou pela cristalização, você verá que ele molha, pois a força de adesão entre o vidro e as moléculas de água é maior que a força de coesão entre elas e, por isso, a água fica espalhada na superfície do para-brisa. Já um para-brisa “cristalizado” – por existir uma espécie de película (cristalizador de vidros) que “impermeabiliza” a superfície externa do para-brisa – não ficará molhado porque a força de adesão entre a película e as moléculas de água é menor que a força de coesão entre tais moléculas.
Referências Bibliográficas
GASPAR, A. Experiências de Ciências para o Ensino Fundamental. São Paulo:
Ática, 2003. 328p.
GASPAR, A. Mecânica. São Paulo, Ática, 2000. 384p.
PENA, F. L. A. A capilaridade empurra. Revista a Física na Escola, v. 6, n. 2, p. 22, out. 2005.

20 de jun de 2010

ELÉTRONS SUPER PESADOS......

















As primeiras imagens de elétrons pesados em ação revelam as características deuma ordem escondida, que são importantes em estudos sobre a supercondutividade e o magnetismo.[Imagem: Davis/Brookhaven]

Cientistas capturaram imagens inéditas de elétrons que parecem ter uma massa extraordinariamente elevada sob certas condições extremas no interior de um cristal.

Empregando um microscópio projetado para fotografar a organização e as interações de elétrons no interior de cristais, a técnica revela a origem de uma transição de fase eletrônica absolutamente incomum.

O estudo abre as portas para pesquisas das propriedades e funções dos chamados férmions pesados, com implicações diretas tanto sobre o fenômeno da supercondutividade quanto sobre o magnetismo.

Férmions pesados

"Os físicos têm-se interessado pelo 'problema' dos férmions pesados - por que esses elétrons agem como se fossem centenas ou milhares de vezes mais maciços sob certas condições - por trinta ou quarenta anos," disse o coordenador do estudo, Séamus Davis, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

O entendimento do comportamento dos férmions pesados pode levar à concepção de novos materiais para os supercondutores de alta temperatura, materiais que conduzem eletricidade sem perda de energia. Os supercondutores atualmente conhecidos somente funcionam em temperaturas criogênicas.

O estudo foi feito com um material composto de urânio, rutênio e silício (URu2Si2).

Este material tem sido objeto de um mistério científico desde que ele foi sintetizado por Graeme Lucas, há 25 anos. Os efeitos dos férmions pesados começam a aparecer no material quando ele é resfriado abaixo de 55 Kelvin (-218 ° C). E uma transição de fase eletrônica ainda mais rara ocorre abaixo dos 17,5 K.

Ordem escondida

Os cientistas atribuíam essa transição de fase de baixa temperatura a alguma forma de "ordem escondida." Eles não conseguiam distinguir se ela estava relacionada com o comportamento coletivo dos elétrons atuando como uma onda, ou com interações dos elétrons individuais com os átomos de urânio.

Agora, os pesquisadores usaram uma técnica concebida para visualizar o comportamento dos elétrons conforme eles passam pela misteriosa transição de fase.

A técnica, chamada imageamento espectroscópico por microscopia de tunelamento, mede o comprimento de onda dos elétrons na superfície do material em relação à sua energia.

"Imagine-se voando sobre um mar onde ondas estacionárias estão se movendo para cima e para baixo, mas não se propagam em direção à praia," diz Davis. "Quando você passar pelos pontos altos, você pode tocar a água; sobre os pontos baixos, você não pode. Isso é semelhante ao que o nosso microscópio faz. Ele 'vê' quantos elétrons podem saltar para a ponta da nossa sonda em cada ponto da superfície."

Partindo do comprimento de onda e das medições de energia, os cientistas podem calcular a massa efetiva do elétron.

Átomos de urânio

"Esta técnica revela que estamos lidando com elétrons muito pesados - ou elétrons que agem como se fossem extremamente pesados, porque eles são de algum modo retardados," explica Davis.

A detecção das características dos elétrons pesados abaixo da segunda temperatura de transição fornece uma prova experimental direta de que os elétrons estão interagindo com os átomos de urânio, e não agindo como uma onda. É essa interação que retarda os elétrons.

No caso do material à base de urânio, a desaceleração dos elétrons dura apenas uma pequena fração de segundo em cada átomo de urânio. Mas como a energia cinética e a massa são matematicamente relacionadas, a desaceleração faz parecer que os elétrons são mais maciços do que um elétron livre.

"Os férmions pesados continuam sendo misteriosos em vários aspectos, e é nosso trabalho como cientistas tentar resolver o problema", disse Davis.

Veja aqui

18 de jun de 2010

CIÊNCIA & RELIGIÃO...

15 de jun de 2010

YOU & I......

13 de jun de 2010

Qual a razão de nossas vidas?.....

Não pode ser tentar ser bom para ganhar um lugar no Céu.

Também não seria aprimoramento para uma nova vida, como crêem os espiritualistas, pois se fosse assim seria mais lógico que o Deus, em quem ele acredita, já o fizesse aprimorado para todo o sempre.

A vida, por mais que possamos desejar como uma tentativa de sobrevivência eterna, não tem finalidade nenhuma a não ser existir apenas como mais um elemento do Universo, “energia pura”.

Viveremos enquanto vivermos e depois será uma energia liberta de um elemento que virará “outra porção de energia”, em qualquer lugar do Universo. Não será diferente quando a fonte emissora da energia do Logos da Terra, que também se transformará, quando se apagar sua chama interna ou vier explodir junto da fonte emissora, que é o centro do Sol.

Assim, poderíamos dizer que existe uma hierarquia cósmica no Universo, desde o menor átomo passando por nós, pela terra, planetas, estrelas até chegar a um centro que seria um Sol Central. É um conjunto de consciências que formam o Universo. As estrelas são filhas do sol central, os planetas das estrelas e o homem do planeta Terra.

Essa hierarquia de uma consciência cósmica transcende a evolução, seja material ou espiritual como querem alguns. Ela é como um andar cósmico da nossa mente que recebe raios cósmicos presentes no Universo.

É muita pretensão humana, o que é uma “ilusão existencial”, acreditar que as “nossas vidas” têm uma finalidade divina. Que divindade seria essa que deixaria tanta injustiça (ilusão de pensamento), pelo prisma do pensamento humano acontecer? Nenhuma divindade - se poderosa, magnânima e criadora de tudo - deixaria “seus ilusórios filhos“ sofrerem .

O Universo e a natureza de todas as coisas não cometem injustiças. O que acreditamos como injustiças é o andar de tudo sobre tudo sem bem ou mal. É a natureza do Universo seguindo suas leis, do que está criando e sempre esteve, porque não existe o passado do nada. Não poderíamos culpar uma estrela que, ao morrer, mata vidas em planetas. Como não podemos culpar uma estrela que nasce de uma explosão cósmica matando outros astros que estão naquela região do Universo. Dessa forma, os tsunamis, os terremotos, as enchentes e a natureza que mata humanos não são maldades divinas.

Tudo sempre esteve e é dentro de nós que tudo está, porque é o centro dos nossos sentidos.

Nós não estamos em um ambiente externo e sim o ambiente está dentro de nós.

São os nossos sentidos que dão à percepção e nos faz julgar que o que vemos, ouvimos, saboreamos, tocamos, cheiramos e que está fora de nós e chega a nós por ondas elétricas. Esse é o “mundo material e ilusório” que está apenas dentro de nós e ele consiste nesses cinco sentidos que temos. É a ilusão de um Universo externo que no fundo existe materializado dentro de nós.

Vemo-nos através de uma progressão que começa com partículas luminosas (fótons) que viajam para dentro dos nossos olhos. Passam pelo cristalino, são refratados e focados na retina, no fundo dos nossos olhos. No fundo dos olhos os raios luminosos são transformados em sinais elétricos transmitidos por neurônios que atingem o centro da visão que fica na parte posterior do cérebro.

A visão ocorre dentro do cérebro, dentro da escuridão do cérebro. Tudo o que vemos faz parte desde mundo escuro apenas dentro de nossos cérebros, que é selado para a luz e está em completa escuridão.

O mesmo ocorre com todos os outros nossos sentidos que chegam ao nosso cérebro como sinais elétricos. Vivemos e convivemos com uma cópia elétrica formada dentro do nosso cérebro que recebe informações elétricas de uma outra matéria de fora do nosso corpo. Podemos então concluir que o que entendemos como Universo são apenas sinais elétricos em nosso cérebro.

Quando vemos uma pessoa falando, ela não está em um mundo exterior e sim dentro de nosso cérebro. As partículas de luz refletidas pela pessoa (fonte de energia transmissora) chegam aos nossos olhos e são transformadas em sinais elétricos. E são transmitidas por neurônios para dentro do centro de visão no nosso cérebro. O ser humano é, então, o resultado da consciência que acumulou sinais elétricos.

Da mesma forma, o som emitido pela pessoa ele está apenas dentro de nosso cérebro. O emissor é uma matéria transmissora de ondas elétricas. Ele é somente energia em uma minúscula partícula de matéria e é isso que também somos.

Espaços, distâncias e tempo também são sensações formadas dentro de nós pelos mesmos sentidos que temos e nos dão as outras sensações.

Ambientes como esse que você se encontra agora, nesse momento, lendo o texto que é um ambiente que está dentro de você. Ele não é exterior, como o seu próprio corpo também não é exterior. Você pensa estar ai nesse ambiente, mas o seu corpo é uma imagem dentro do seu próprio cérebro (partícula de matéria contendo energia).

Não podemos alcançar o mundo exterior, a matéria, pois ele é apenas a sensação recebida pelos nossos sentidos e que está apenas em nossa mente.

Tudo o que vemos, ouvimos, saboreamos, tocamos e cheiramos são apenas idéias que passam a existir em nossa mente. Então, como tudo existe dentro de nossas mentes, somos enganados pelos nossos sentidos e temos a sensação que é exterior.

Imaginar que tudo isso é de um Universo exterior ao nosso cérebro é um grande engano. O que tem fora dele são apenas emissões de ondas elétricas que percebemos e transformamos dentro da mente.

Seria como são os nossos sonhos que parecem ser uma realidade e não são. Você sonha sem sair da cama com vários cenários, com amigos, com pessoas mortas e tem a sensação que é verdade. Você come, dirige um barco, um foguete e sente tudo como se fosse realidade. Você pode até ver você mesmo em um sonho. Quando acorda é que você tem a percepção que estava dormindo e o que diferencia do que denominamos “mundo real” é apenas um produto de nossos preconceitos e hábitos.

E toda a vida da nossa matéria, emissora e receptora de ondas elétricas pode ser um eterno dormir e acordar, como são os nossos sonhos, tudo ilusão.

Enfim podemos ser apenas um minúsculo elemento ou só energia, cujo centro chamamos de cérebro, ou uma partícula distinta de uma mente cósmica em que tudo o mais é ilusão fornecida pelos sentidos que recebem o que chamamos de ondas externas.

O que temos que procurar, se é que conseguiremos, não é frase que temos como título para essa reflexão - "Qual a razão de nossas vidas?" - e sim qual é o propósito do Universo.

Porque nós somos o Universo onde tudo passou, passará e nesse momento passa.

Veja aqui

9 de jun de 2010

Albert King - Blues Power.....

8 de jun de 2010

NINA JABLONSKI: QUEBRA A ILUSÃO DA COR DA PELE....

4 de jun de 2010

NO PAÍS DA FILOSOFIA.....





















Se há país onde onde a filosofia e o seu ensino têm um estatuto de intocabilidade é a França. Os franceses consideram-se mesmo o país da filosofia. Por isso, todos os estudantes franceses têm de fazer, no final do secundário (o bac, como lhe chamam), um exame nacional de filosofia.

O bac philo é uma verdadeira instituição. O exame tem apenas uma pergunta (o que está de acordo com o programa, que é simplesmente uma lista de noções filosóficas e outra de autores, que os professores podem combinar como quiserem) e os estudantes têm de dissertar sobre o assunto. Há na net vários sítios, como este, este ou este, com listas de questões possíveis e sugestões de respostas a essas questões, que se fazem pagar pelos seus serviços.

Uma das coisas que se tem discutido frequentemente entre estudantes é se os resultados do exame do bac philo são uma lotaria, dada a disparidade de critérios e daquilo que se pode dizer numa prova assim. Muitos alunos e pais encaram as coisas precisamente dessa forma: o resultado do exame de filosofia é uma questão de mera sorte.

Ora, parece que se instituiu também o chamado bac blanc, que é um teste de preparação para o exame final, em tudo semelhante ao exame, e que é realizado por esta altura em todas as escolas. Um jovem que acabou de realizar essa prova disse-me hoje qual foi a questão do bac blanc. Foi a seguinte: Pode-se ganhar a vida a trabalhar? (Peut-on gagner sa vie en travaillant?)

Eis uma proposta para o leitor: tentar responder a este interessantíssimo problema filosófico.
Eis também a minha tentativa: Poder pode, pois foi o que os meus pais fizeram; mas não seria a mesma coisa... que ganhar a vida sem trabalhar.

E são estas as entusiasmantes notícias do país da filosofia.

Veja aqui

2 de jun de 2010

SOCIEDADE DO LÍTIO: DA ÁGUA DO MAR AO HIDROGÊNIO...

Sociedade do lítio: da água do mar ao hidrogênio


Cientistas japoneses descobriram uma forma de armazenar quimicamente a luz do Sol e depois utilizá-la para quebrar as moléculas de água e produzir hidrogênio de uma forma limpa e sustentável.

Embora estejam sendo feitos progressos nas células a combustível, uma espécie de gerador capaz de produzir eletricidade a partir do hidrogênio ou etanol, gerando apenas água como subproduto, a produção do hidrogênio ainda é um gargalo a ser vencido caso se queira que o gás torne-se algum dia o combustível do presente.

Até lá, o hidrogênio permanecerá como um combustível do futuro.

Rota química

Agora, a equipe do professor Haoshen Zhou, do Instituto de Pesquisas em Tecnologias Energéticas, do Japão, descobriu como usar uma rota química para produzir hidrogênio.

E, o que parece ser ainda mais vantajoso, o novo processo não gera apenas o gás, mas também produz eletricidade.

Os cientistas usaram o mesmo processo que já espantou milhões de estudantes ao redor do mundo, no qual o professor de química demonstra a violenta reação entre o sódio e a água, na qual o sódio é reduzido.

Hidrogênio e eletricidade

Os metais que demonstram esse comportamento são os chamados metais alcalinos, um grupo que inclui também o potássio, o césio, e o lítio - o mesmo lítio das baterias recarregáveis.

O que a equipe do Dr. Zhou fez foi controlar a reação entre o lítio e a água, mantendo-a no interior de um sistema fechado.

No processo controlado, dois objetivos podem ser atingidos simultaneamente: a reação química gera hidrogênio e ainda produz uma corrente elétrica que pode ser aproveitada.

Célula de combustível

O processo funciona em uma espécie de célula de combustível fechada, composta por dois compartimentos separados por uma membrana: um compartimento contém uma solução de lítio (anodo) em um solvente orgânico, enquanto o outro contém uma solução aquosa com um eletrólito (catodo).

A oxidação do lítio gera elétrons, que fluem do anodo para o catodo, produzindo uma corrente elétrica.

Quando os elétrons chegam ao catodo, eles reduzem a água, quebrando a molécula para produzir oxigênio e hidrogênio. O controle da corrente elétrica que flui ao longo da célula também controla a taxa de geração do hidrogênio.

Armazenando a luz do Sol

Outro aspecto atrativo desta tecnologia é que o lítio metálico pode ser produzido a partir de soluções salinas (por exemplo, água do mar), usando a luz solar.

Em outras palavras, a energia do Sol pode ser "armazenada" no metal, e usada quando necessário na reação do lítio no interior da célula de combustível.

Recarregar essa "bateria" seria uma questão de substituir a célula de lítio metálico - para comparação, veja outra tecnologia que permite "completar a bateria" na reportagem Baterias poderão ser reabastecidas com carga.

Sociedade do lítio

"O lítio, que já é largamente utilizado nas baterias de íons de lítio, e também será usado no futuro nas células de combustível de ar-lítio e neste novo sistema de célula lítio-água/hidrogênio/combustível, poderá levar a humanidade a uma 'sociedade do lítio' totalmente sustentável, baseada em redes inteligentes de produção de energia a partir do lítio," vislumbra o Dr. Zhou.

Vários grupos de pesquisadores ao redor do mundo trabalham na utilização da luz do Sol para produzir eletricidade limpa e hidrogênio. A maioria dos esforços até agora se concentrava nos processos conhecidos como fotossíntese artificial.

Esta é a primeira vez que se demonstra que o lítio pode ser a base para a produção totalmente sustentável de energia.

Veja aqui