4 de ago de 2010

Vendilhões do Templo......

Os “vendilhões do templo” converteram a igreja no início do primeiro século em lugar de negócios, sendo que o chamado “pátio dos gentios“ virou uma verdadeira feira, com os seus pregões acabando com o que protegia o povo.

FHC foi desde os anos 90 e até 2002 o “vendilhão dos bens do povo do Brasil”. Jaime Lerner seu cordeiro e Beto Richa seu novato seguidor. Todos do mesmo rebanho de “corvos com manto de cordeiros”, hoje disfarçados em ave colorida.

O eleitor do Paraná tem que agir nessas eleições ferozmente contra esses políticos, que pretendem privatizar o patrimônio do povo e as obrigações básicas do Estado. A visão neoliberal dos tucanos em desmontar o estado brasileiro, entregando nossas riquezas ao capital “vadio”, foi implementada por FHC.

Na esfera nacional, FHC continuou o que Itamar Franco iniciou, quando vendeu a Companhia Siderúrgica Nacional, uma das maiores do mundo (lucro líquido da CSN no primeiro semestre desse ano chegou próximo a R$ 3 bi). FHC vendeu a Telebrás e forçou a venda dos bancos estaduais. Vendeu a Embraer, que é hoje uma das maiores fábricas de aviões do mundo e, em 2009, registrou lucro líquido de R$ 894,6 milhões. FHC vendeu a Vale do Rio Doce, criada por Getulio Vargas, que foi privatizada em 1997. Hoje, a Vale é a segunda maior mineradora do mundo, é a maior empresa privada do Brasil, vale no mercado US$ 170.773 bilhões. Só em 2008, a Vale faturou U$ 38,5 bilhões. A Vale é hoje a 33ª maior empresa do mundo em volume de exportações, com quantidade superior à da Petrobras. As ferrovias brasileiras foram entregues a bandidos que ainda sugam o Estado e o BNDES.

Com a desculpa, que o Estado não tinha condições de atender a demanda na área de telefonia, privatizou todas as companhias e depois autorizou o BNDES a financiar gangsteres nacionais e estrangeiros. Financiamos esses gangsteres com dinheiro subsidiado e as ampliações dos negócios telefônicos redem lucros fabulosos para aqueles que não aplicaram nada de seus capitais.

No Paraná:

Primeiro levaram a Telepar.

As ferrovias foram entregues à ALL.

O Banestado, o Lerner vendeu com voto do Beto Richa deputado.

A metade da Sanepar foi entregue por Lerner ao consorcio Dominó.

A Copel quase foi embora. A pedido de Lerner, os deputados - na companhia de Beto Richa - autorizaram a venda. O autor deste texto, através de Ação Popular, foi um dos que ajudou a inibir a venda da Copel, quando conseguiu liminar na 7ª Vara da Justiça Federal.

As estradas foram privatizadas por Lerner e aplaudidas pela turma do Beto Richa escoradas no Legislativo.

O porto de Paranaguá quase foi totalmente privatizado através de um “protocolo de compromisso” assinado em dezembro de 2002 pelo Jaime Lerner, para FHC. Foi estancado com movimentos como o “Porto é Nosso”, nos anos 2003/04. Em 7 de julho de 2005 novamente uma outra tentativa nas mãos do deputado Ricardo Barros (PP), hoje candidato ao Senado com apoio do Beto Richa. Barros entrou com o projeto para retirar o porto de Paranaguá das mãos do nosso Estado. Sciarra (DEM) e Lupion (DEM) também assinaram o pedido da lei.

Mais uma vez escapamos de perder o que é nosso.

Ficamos na saudade de uma Telepar, empresa modelo no Brasil, que não tinha sequer uma reclamação no Procon. Hoje, as telefônicas são campeãs.

Choramos a perda do Banestado e nos sentimos agredidos em cada semestre, ano após ano, quanto o Itaú anuncia seus bilhões de lucros. Beto Richa foi um de nossos carrascos, com seu voto certeiro e que hoje ainda obriga a Copel a garantir, com mais de R$ 1 bilhão em ações a dívida com o Itaú no caso dos títulos podres.

Ferozmente, todo o povo do Paraná deve evitar que essa gente tome conta do poder. Eles são peritos em desmoronar e desmontar o patrimônio público. Depois é só saudades, porque o dinheiro das privatizações evapora como a água que ferve

até secar .

O território paranaense não é pátio de sacrifícios e nós não somos os gentios do primeiro século, que sofriam sérias lesões, atropelados em carreiras por carroças romanas, puxada por velozes cavalos, quando muitos chegaram, inclusive, à morte

FHC, Lerner e Beto Richa.


Ab uno disce omnes.


Conhecendo um, conhece a todos.

Texto de Guilhobel Aurélio Camargo

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