13 de jun de 2009

VINHO MEDICINAL.....

A descoberta recente de sais cristalinos provenientes da degradação de ácido tartárico (componente do vinho) juntamente com resinas extraídas de árvores no interior de uma ânfora encontrada na câmara funerária do Rei Escorpião I, em Abydos (Egipto) sugere que o vinho, como prática medicinal, tenha sido introduzido no antigo Egipto há cerca de 5100 anos. A investigação, que fez recuar um capítulo da história da medicina em 1300 anos, fornece pistas para novas terapias aplicadas a doenças atuais, como por exemplo, fármacos anticancerígenos. Os curandeiros ancestrais utilizavam infusões de ervas com propriedades medicinais em vinho, por estas se preservarem melhor e serem mais eficazes do que infusões em água. Existem mesmo vários registros escritos antigos que referem a utilização e descrição de «receitas» de infusões de vinho medicinal, tendo sido os mais antigos encontrados no Egipto, em papiros datados de 1850 A.C. A descoberta, publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” esta semana, por parte de uma equipa de investigadores da Universidade de Pensilvânia (EUA) liderada por McGovern, indica a presença de vestígios de um conjunto possível de ervas, incluindo segurelha, erva-cidreira, coentros, menta, salva e tomilho, juntamente com vinho e resinas de árvores, num troço de ânfora cujo fabrico se estima ter ocorrido no ano 3150 a.C. Os autores da descoberta, em colaboração com investigadores na área da terapia para doenças cancerígenas, exploram agora as propriedades medicinais de ervas encontradas em vinhos e cervejas antigas como possíveis novos fármacos.

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